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informes - ABONG

53606/08/2015 a 03/09/2015

Projeto Compartilhar Conhecimento tem na mobilização eixo estratégico para promover o fortalecimento das OSCs

Iniciativa da Abong incide nas cinco regiões do Brasil promovendo a troca de experiências entre Organizações da Sociedade Civil e fortalecendo suas lutas

 

Por Marcela Reis

 

A mobilização é uma estratégia utilizada pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) no Projeto Compartilhar Conhecimento: uma estratégia de fortalecimento das OSCs a fim de articular Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e pessoas para formações nas modalidades presencial e EaD (Educação à Distância) com o objetivo de fortalecer institucionalmente estas entidades e, consequentemente, construir uma rede de parcerias e de troca de experiências.

 

Essa articulação é fundamental para o êxito do Projeto, pois além de fomentar contatos, também promove o compartilhamento de informações importantes para as organizações, o fomento de causas e o envolvimento dos/as participantes nas lutas da Abong.
 

O Compartilhar Conhecimento incide nas cinco regiões do País, sendo as regiões Norte e Centro-Oeste unificadas no desenvolvimento das ações, por meio de um canal de diálogo estabelecido entre as organizações mobilizadoras do Projeto e a própria Abong. As entidades mobilizadoras são associadas à Abong que foram selecionadas durante um processo decisório coletivo junto às demais organizações filiadas por meio das instâncias estaduais da Associação.

As cinco organizações escolhidas contemplam todas as regiões, sendo uma delas responsável pela mobilização nas regiões Norte e Centro-Oeste, sendo que a região Nordeste conta com duas organizações que se revezam nesta tarefa até o término do Projeto, previsto para o final deste ano. São elas a Rede Acreana de Mulheres e Homens, o Ibase – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, a Equip – Escola de Formação Quilombo dos Palmares, o Camp – Centro de Assessoria Multiprofissional e a Elo - Ligação e Organização.

Para Ronimar Ferreira de Matos, assessora da Rede Acreana de Mulheres e Homens – organização mobilizadora do Projeto nas regiões Norte e Centro-Oeste -, a estratégia foi um diferencial do Projeto. “Sem a mobilização, a troca entre as entidades não é tão efetiva. Esse instrumento possibilita compartilhar experiências, conhecer trabalhos e promover integração. É um ponto crucial na organização de um projeto como o Compartilhar Conhecimento.”

A iniciativa foi calcada em três pilares pensados para promoverem o fortalecimento institucional das Organizações da Sociedade Civil do campo de defesa de direitos e bens comuns. São eles: Gestão Democrática e Transparência, Comunicação Estratégica e Incidência Política e Mobilização de Recursos.

 

Na atual crise político-financeira em que as OSCs do País se encontram, a mobilização é essencial para o fortalecimento da luta por direitos humanos. “Orientações, debates, novas perspectivas e impulso são instrumentos que podem colaborar para a solidificação destas entidades. E o Compartilhar Conhecimento tem esse papel e já se percebe a integração e o fortalecimento a partir das redes de comunicação criadas nas próprias formações”, analisa Antônia de Maria Mendes Rodrigues, coordenadora do Ibase - organização mobilizadora do Projeto na região Sudeste.

 

Articulação das OSCs

 

Para João Carlos Werlang, coordenador pedagógico do Projeto EDHESCA Brasil (Educação, Cidadania e Direitos Humanos), do Camp – organização mobilizadora do Projeto na região Sul - , a mobilização, além de ser essencial para o sucesso da iniciativa, tem um peso muito maior do que o resultado do Projeto em si. Para ele, o legado deixado pela ação tem um impacto grande. “As bandeiras nacionais e regionais se fortalecem a partir da articulação, que possibilita um coletivo sólido para conquistar direitos e avançar politicamente.”

 

Por meio da mobilização, as OSCs passam a se conhecer, descobrem novos trabalhos e ações e podem trocar experiências. O resultado da articulação desta grande rede é importante pelos vínculos selados, pelas iniciativas englobadas e pela possibilidade de as organizações trabalharem juntas em prol de causas comuns.

 

João analisa que “a articulação entre as entidades serve para além da troca de contatos, também é uma ferramenta de mapeamento das fragilidades e de promoção de ajuda e fortalecimento entre as instâncias organizacionais.”

 

As OSCs que participaram do Projeto tratam de diferentes temas, estão localizadas em regiões distintas e estão inseridas em contextos diversos uns dos outros. Mas, isso não prejudica a troca de experiências e a possibilidade de construção conjunta, pois a tecnologia é uma grande aliada e permite o compartilhamento de informações e o fortalecimento dos conhecimentos adquiridos durante as formações; as entidades podem se ajudar e pensar em novos modelos de incidência juntas.

 

Rejane da Conceição Santos, secretária institucional da Equip – uma das organizações mobilizadoras da região Nordeste -, defende, no entanto, que a troca de vivências entre as OSCs seria muito mais efetiva e construtiva se houvesse mais encontros presenciais para além das reuniões online. O contato direto entre os/as participantes e os/as próprios/as formadores/as seria mais rico e produtivo.

 

Importância do Projeto

 

Um ponto interessante da mobilização para a Abong é a oportunidade de conhecer outras OSCs além de suas associadas e descobrir novos projetos aliados às suas bandeiras e lutas. Entidades recém-formadas e sem institucionalidade criam vínculos com as organizações mais antigas e tradicionais do campo.

 

Um grande legado do Projeto é o aprendizado da valorização de outras entidades pelo papel que desempenham dentro de seu território de incidência e no âmbito de sua luta, e não pelo tempo de existência e atuação. “O Projeto tem o papel fundamental de discutir formas e táticas de renovações que são necessárias no campo atualmente. O protagonismo juvenil de alguns módulos do Compartilhar Conhecimento é muito interessante e contribui para a formação política das entidades e do trabalho em rede”, acredita Antônia.

 

O papel da Abong

 

Para Vera Masagão, diretora executiva da Abong e coordenadora geral da Ação Educativa, a associação é uma referência para a sociedade civil. “A Abong tem se empenhado para construir a esfera pública na sociedade e estabelecer uma relação com o Estado, sob uma perspectiva democrática e não de defesa de interesses privados e mercadológicos.”

 

O Projeto Compartilhar Conhecimento reúne elementos a fim de alcançar frutos que são essenciais para o fortalecimento da sociedade civil brasileira: boa gestão democrática, incidência política, comunicação integrada e educação social.

 

Além de fortalecer sua base de organizações associadas, a iniciativa da Abong também estende esta oportunidade às organizações não filiadas, mas que têm objetivos políticos pares. O diálogo entre todas as entidades e a mobilização promovida enriquece a própria Abong. Como conclui Vera, “a Abong não tem perfil corporativo e deve envolver ao máximo a sociedade civil nesses debates e trocas.”

 

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