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informes - ABONG

40414/09/2007 a 27/09/2007

Agrocombustíveis: vetores de ampliação das subalternidades nacionais

O governo brasileiro tem feito um enorme esforço para, no mercado global de agrocombustíveis, assumir uma liderança que o credencie para ter assento à mesa de negociações das grandes potências mundiais, seja no campo do comércio ou na política internacional.

 

Na visão de crescimento projetada pelo governo para os próximos 15 anos, o país reúne as condições para alçar esse patamar, por várias razões, como ser o segundo maior produtor de soja do mundo; ter incorporado o ajuste estrutural como política de governo, adaptando-se às mudanças nas Instituições Financeiras Internacionais (IFIs) e acolhendo esse novo papel; possuir um banco estatal – o BNDES – com uma carteira de projetos bem maior do que a dos bancos internacionais, tradicionais parceiros (BM, BID). Muitas dessas razões cabem como uma luva na estratégia do governo estadunidense de manter a América Latina espaço físico e político adequado à sua ampliação de poder.

 

Mas para ter poder no mercado mundial de agrocombustíveis, segundo  especialistas, o Brasil precisa estar produzindo, até 2025, 102 bilhões de litros de álcool. Isso demandaria, por exemplo, a construção de 600 novas usinas, a ampliação das áreas de plantio, uma mão de obra carente e desqualificada. O fato é que foi dada a largada e o capital começa a se articular agressivamente, envolvendo consórcios entre grandes grupos econômicos e bancos privados, grandes empresas do agronegócio, bancos multilaterais (BM, BID, CFI, CII) e estatais (BNDES e Banco do Nordeste), entre outros ...

 

O que está oculto no discurso da “energia limpa, renovável, justa e com distribuição de renda”, conforme a retórica oficial do governo dos EUA, de Lula e dos representantes do agronegócio, é que o investimento em agrocombustíveis, dentro da estratégia dos EUA, é um ótimo argumento para incidir sobre países que estejam criando as condições internas de exercício da soberania e fortalecimento de suas populações.

 

Além disso, segue o BNDES, associado ao BM, BID CFI e CII, aprovando financiamentos para empresas indiscriminadamente, algumas já denunciadas pelos movimentos sociais por agressão ao meio ambiente e às populações locais, com a justificativa de mais empregos e mais cuidado com a natureza quando, na verdade, o modelo energético defendido por essas corporações só contribui para concentrar mais renda, degradar mais a terra e a água e violar mais ainda os direitos humanos de trabalhadores e trabalhadoras.

 

Na verdade, a corrida rumo ao “ouro” energético reproduz na agricultura familiar a mesma farsa dos transgênicos, com os mesmos atores envolvidos e sob as bênçãos de alguns organismos supranacionais. Mas dessa vez, os efeitos poderão ser bem maiores, já que o que sobrar de alimento para a população virá com o rótulo de “biocombustível amigo da natureza”. (Por Magnólia Azevedo Said).

 

Leia a íntegra do artigo no Caderno Especial sobre a Semana de Ação Global, pelo site da Rede Brasil: www.rbrasil.org.br

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