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40316/10/2007 a 22/10/2007

17 de outubro: mais um dia de luta contra a pobreza

O 17 de outubro, Dia de Luta contra a Pobreza, é parte de agenda da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e data na qual, em várias partes do mundo, milhões de mulheres realizam inúmeras ações para que esta luta tenha um fim. Neste dia, há sete anos, culminou uma campanha iniciada no 8 de março de 2000, que teve a adesão de 6 mil grupos de 159 países e territórios, resultando em um abaixo-assinado entregue à ONU com cerca de 5 milhões de assinaturas em apoio às reivindicações da MMM contra a pobreza e a violência sexista.

 

Em 2005, outra ação mundial percorreu 50 países, de 8 de março a 17 de outubro, com a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, apresentando a visão de mundo da MMM em torno de 5 eixos: Igualdade, Liberdade, Justiça, Solidariedade e Paz.

No Brasil, a MMM atua em torno de três dimensões. A primeira, é a luta contra o livre comércio, que se expressou na participação na Campanha contra a Alca e a OMC. A segunda, é o questionamento e a luta por mudanças da alta concentração da riqueza, por meio da campanha de Valorização do Salário Mínimo.

 

A terceira, se expressou na consigna de luta contra a mercantilização do corpo e da vida das mulheres, em que se debateu a soberania alimentar, com um posicionamento crítico às monoculturas, à agricultura de mercado e aos transgênicos. Outro aspecto desta última dimensão é o que na Marcha se chama “Ofensiva Contra a Mercantilização” – uma luta contra a imposição de um padrão de beleza estrito e da medicalização, ambos baseados no consumo compulsivo. Mas também uma crítica à publicidade, ao tráfico de mulheres e a indústria da prostituição.

Diante disso, a Marcha continuará a mobilização e a luta para transformar a vida das mulheres e para transformar o Brasil. Por este motivo, acredita que é necessário avançar na luta contra o imperialismo na América Latina e Caribe e por um modelo alternativo para o nosso continente, que passa pela integração dos nossos povos.

Por isso, neste dia 17 de outubro, a Marcha, em aliança com outros movimentos e organizações, realiza vários seminários e também ações de rua. É uma data de denúncia, mas também de apresentação de nossas alternativas, de debates sobre o papel das grandes transnacionais na manutenção deste modelo concentrador de riquezas, baseado no consumismo e, portanto, insustentável do ponto de vista ecológico, do equilíbrio entre produção e reprodução, pois recai sobre as mulheres uma carga enorme de trabalho doméstico e de cuidados que nem sequer é reconhecida como trabalho.

Nesse sentido, é importante cobrar de nossos governos seu engajamento em um projeto efetivo de integração da América latina e Caribe. Para tal, é necessário partir dos acúmulos construídos pelos povos durante a resistência e romper com a matriz colonialista, racista, sexista e com a dominação de classe vigente em nosso continente. Mas também é necessário romper com uma visão desenvolvimentista, que impede a construção de propostas sustentáveis para toda a sociedade. (Por Nalu Faria).

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