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53801/10/2015 a 05/11/2015

Chapada celebra a entrega de 570 cisternas no Sertão do Araripe

Durante agenda do Governo do Estado na região, agricultores/as familiares comemoram a construção de tecnologias de captação de água para produção de alimentos


Foi com muita alegria que na última segunda-feira (14/09), no Sítio Tucano, município de Bodocó, o Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe (Chapada) celebrou a construção de 570 cisternas-calçadão, que armazena até 52 mil litros de água para produção de alimentos e criação de pequenos animais. As tecnologias foram construídas através do Projeto Pernambuco Mais Produtivo, que é desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, por meio da Secretaria Executiva da Agricultura Familiar, e o Chapada é parceiro na execução do projeto nos Sertões do Araripe, São Francisco e Itaparica.

O ato reuniu agricultores/as familiares, lideranças políticas, parlamentares, secretários de governo, além do prefeito de Bodocó, Danilo Rodrigues, e representantes do Chapada. 

Na ocasião, os/as convidados/as puderam conhecer os canteiros de hortaliças de Seu Francisco Nascimento e Dona Iraci Araújo, e destacaram a mudança na vida das famílias agricultoras que receberam a cisterna-calçadão em suas propriedades rurais. De acordo com o secretário de Agricultura do estado, Nilton Mota, as cisternas trazem esperança de dias melhores para os/as agricultores/as e as parcerias são importantes para enfrentar a crise hídrica. “Pensar um caminho melhor para as famílias é ter a capacidade de escutar, construir e celebrar boas parcerias, pois só assim conseguiremos solucionar as dificuldades. Somente em Bodocó, 100 famílias terão água para produzir alimentos e o investimento também aconteceu em outros cinco municípios do Araripe”, destaca o secretário.

Segundo o coordenador de projetos do Chapada, Alexandre Pereira, o momento é de celebração, mas também de muito trabalho. “A luta das organizações é para fortalecer a agricultura familiar agroecológica e também para que as famílias agricultoras aprendam todos os dias a criar estratégias de convivência com a região semiárida. Assim, devemos fortalecer as parcerias e as iniciativas que dialogam com a realidade dos agricultores e agricultoras, e estamos muito felizes com a entrega das cisternas”, reforça.

Para o agricultor e anfitrião do ato celebrativo, Francisco, é importante que as famílias beneficiárias acolham a ideia e apostem na agricultura familiar. “Desejo que todas as famílias se engajem nessa caminhada e façam como a gente fez, plantem alface, cenoura, pimentão e outros alimentos também. Não usem muita água, mas quero aqui pedir ao governo e ao Chapada, que construam mais cisternas, pois muitas famílias ainda precisam receber para melhorar a situação”, afirma.

O Projeto Pernambuco Mais Produtivo tem o apoio do Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e no termo atual de parceria está prevista a construção de quase 10 mil cisternas-calçadão em todo o estado.

Carta aberta em defesa do direito à água e soberania alimentar foi entregue ao governador 

Ainda em Bodocó, durante a agenda do governador Paulo Câmara no Araripe, também foi inaugurada a Escola Estadual Luiz Gomes Diniz na Vila Sipaúba, onde além da comitiva do governo, estiveram presentes agricultores/as familiares, estudantes da rede estadual de ensino, lideranças políticas, prefeitos da região e parlamentares.

Na oportunidade, o coordenador executivo da Articulação no Semiárido pelo estado de Pernambuco (ASA) e presidente estadual do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável, Edésio Medeiros, entregou um documento que foi construído pela Articulação ao governador. A carta, que será entregue à presidenta Dilma Rousseff, defende a continuidade das políticas e programas sociais que propiciaram nova condição de vida ao povo do Semiárido. 

Para Edésio, o documento revela a importância das conquistas e dos avanços que ocorreram ao longo dos anos no Semiárido. “A atual crise política traz desafios para o conjunto dos movimentos sociais, governos e sociedade civil, mas devemos nos manter firmes na luta pelo empoderamento das famílias agricultoras. Não vamos permitir a paralização das políticas públicas que garantem vida digna às populações do meio rural”, reforça. 


Fonte: ONG Chapada

 

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