ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Instituto C&A
  • REDES

    • Beyond
informes - ABONG

53801/10/2015 a 05/11/2015

Projeto Compartilhar Conhecimento chega ao fim após dois anos de implementação

Composto por ações de formação, orientação jurídica e arquivo e memória, iniciativa da Abong traduziu a prioridade zero de sua gestão atual: o fortalecimento da base associativa

 

Por Marcela Reis

 

Às vésperas de seu encerramento, o Projeto Compartilhar Conhecimento: uma estratégia de fortalecimento das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) pode celebrar o alcance de muitos objetivos por meio de suas três frentes de ação: formação (cursos presenciais e à distância); Programa Orientação Jurídica e Biblioteca Digital Brasileira de Organizações da Sociedade Civil.

 

Renata Pistelli, coordenadora do Projeto, conta que o que foi construído não precisa e não terá fim com o encerramento desta edição do Projeto, que teve início no começo de 2014. A ideia é que as iniciativas sejam absorvidas pelas organizações associadas à Abong e que as ações continuem crescendo. Ela destaca a importância do Projeto enquanto eixo de integração. “Os grandes ganhos, além da visibilidade que deu para a Abong e suas associadas, foram a retomada de vínculos, o aumento da ideia de pertencimento e de integração inerentes a uma associação e o estreitamento da relação entre as próprias organizações associadas à Abong.”

 

Cursos

 

As formações promovidas pelo Compartilhar Conhecimento nas modalidades presencial e EaD (Educação à Distância) tiveram como objetivo o fortalecimento institucional das entidades envolvidas e, como consequência, ajudaram a construir uma rede de parcerias e de troca de experiências.

 

Pistelli, que além da coordenação geral do Projeto também foi responsável pelo desenvolvimento da frente de formação, faz um balanço bem positivo desta frente. “Conseguimos avançar em todos os objetivos que estabelecemos. Uns mais, outros menos. Mas, em termos de qualidade, o curso tem sido bem avaliado pelas associadas participantes.”

 

A procura pelos cursos foi bem grande e superou as expectativas. Foram aproximadamente 565 alunos/as participantes e 467 organizações envolvidas. “Tudo que foi aprendido, estruturado e conquistado em termos de conteúdo e formulação continuará, mesmo que em outros projetos da Abong”, acredita a coordenadora.

 

Para ela, a modalidade EaD foi a mais desafiadora, pois foi uma experiência nova para a Abong, que até então só havia trabalhado com cursos presenciais. “Fizemos muitos avanços e as avaliações das pessoas que concluíram os cursos foram bastante positivas. Porém, temos que seguir aprimorando as formações à distância. A evasão, que é o grande obstáculo dos cursos EaD em geral, costuma ser grande e temos que avançar no desenvolvimento de ferramentas e estratégias  que minimizem esse fenômeno para termos mais pessoas envolvidas nos cursos até o final”, defende.

 

Programa Orientação Jurídica

 

O Projeto também contou com um eixo de trabalho estruturado para auxiliar na compreensão de questões jurídicas relacionados ao campo das OSCs de defesa de direitos e bens comuns. O Programa Orientação Jurídica oferece atendimento virtual (por e-mail) e por telefone promovido por uma equipe de advogados/as especialistas no assunto e ainda conta com uma produção de conteúdo que resulta em uma sessão de perguntas e respostas disponível no site da Abong, além do Boletim Orientação Jurídica, que já está em sua 6ª edição.

 

Paula Storto, advogada especializada em ONGs e responsável pelo desenvolvimento do Programa, explica que a demanda jurídica de uma OSC é sua própria gestão e planejamento institucional e que isso deve ficar claro internamente. “É visível que as organizações precisam de um canal mais aberto de orientação jurídica. Essa demanda é grande e o Projeto tentou supri-la. A produção de conteúdo teve muito êxito em qualidade técnica e a orientação jurídica é algo que deve se estender para além do Projeto.”

 

A perspectiva de continuidade existe, de acordo com Storto. Há outros temas jurídicos importantes para a gestão das organizações que ainda não foram abordados e que o Projeto pretende tratar.

 

Para Pistelli, a integração entre os três eixos foi menor do que o esperado. “Isso porque estruturamos ao mesmo tempo frentes bastante complexas com características próprias e que demandaram trabalhos direcionados”, avalia.

 

Porém, as expectativas de ações futuras parecem bem positivas. “A ampliação da interação se dará com o crescimento dos eixos. Ainda há muito a ser feito”, completa.

 

Biblioteca Digital Brasileira de Organizações da Sociedade Civil

 

Um eixo inovador e de extrema importância para as Organizações da Sociedade Civil do Projeto é a Biblioteca Digital Brasileira, recentemente implementada e criada para ser uma rede social de informação, ou seja, um canal que reúne diversos conteúdos em uma só plataforma.

 

Francisco Aguiar, responsável pelo desenvolvimento da Biblioteca, explica que a ideia é que essa ferramenta seja um repositório local de conteúdos produzidos pelas OSCs. Para isso, as organizações associadas à Abong devem ser capacitadas para o auto-arquivamento, a fim de tornar o aparato descentralizado e participativo.“A principal dificuldade é justamente fomentar e sensibilizar as organizações para o uso desta ferramenta. Acho que o caminho é mostrar a importância da memória por meio da preservação digital em longo prazo e do acesso à informação livre.

 

O grande ponto positivo da Biblioteca, além de reunir o acervo de diversas organizações, é ser uma plataforma tecnológica que incentiva as OSCs a disponibilizarem seus documentos, arquivarem informações raras e se tornarem mais visíveis, ou seja, compartilhar o conhecimento.

 

PALAVRAS-CHAVE

lerler
  • PROJETOS

    • Novos paradigmas de desenvolvimento: pensar, propor, difundir

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - CEP: 01223-010 - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 19h

design amatraca