ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Instituto C&A
  • REDES

    • TTF Brasil
informes - ABONG

39521/08/2007 a 27/08/2007

Um grito que "Vale"

Surgido em 1994, no final da Segunda Semana Social Brasileira, cujo tema era Brasil, Alternativas e Protagonista – processo que buscava articular as forças sociais em vista da construção do Brasil que Queremos –, o Grito dos/as Excluídos/as aconteceu pela primeira vez em 7 de setembro de 1995. E, de um ano para o outro, foi sempre crescendo. De 170 localidades que realizaram manifestações em 1995, hoje, o Grito acontece em mais de mil lugares do Brasil. E, a partir de 1999, extrapolou fronteiras, e está presente atualmente em mais de 23 países das Américas Latina, Central e Caribe.

 

Refletindo sobre este processo, talvez pudéssemos atribuir este avanço à diferença de metodologia empregada pelo Grito: inclusiva, aberta à participação de todos e todas, em igualdade de condições, como protagonistas, em todo o processo. O Grito aposta na força dos processos de construção coletiva, das manifestações populares, na força dos movimentos sociais. Com as especificidades culturais próprias de cada região, acontece sempre de forma inovadora, com gestos, e ações que possibilitam aos/às excluídos/as serem os/as donos/as da ação. A mídia já não consegue mais ignorar as manifestações do Grito.

 

Já realizamos, por ocasião do Grito, dois plebiscitos populares: um, em 2000, sobre a dívida, que levou mais de 6 milhões às urnas; e, outro, sobre a Alca. Neste último, foram mais 10 milhões se manifestando contra este Acordo de Livre Comércio. O Grito e os Plebiscitos acontecem na Semana da Pátria, porque nestes processos pedagógicos discutimos a questão da Independência e Soberania em vista da construção de um projeto popular para o Brasil.

 

Por isso, neste 13º Grito dos/as Excluídos/as, estaremos juntos/as com outros movimentos e organizações populares, realizando mais um Plebiscito Popular. Neste ano, com o lema: “Queremos participação no destino da nação”, o Grito entra com força total no plebiscito, pedindo a nulidade do leilão de privatização da Cia Vale do Rio Doce, porque entende que este processo foi fraudulento e feriu os interesses da população e a soberania nacional.

 

Não valeu o governo de Fernando Henrique Cardoso vender a preço de banana (3,3 bilhões de reais), uma Companhia altamente lucrativa para o país, maior exportadora de ferro do mundo e com jazidas suficientes para 400 anos. Vale lembrar que na época a Vale estava avaliada em 96 bilhões de reais.

 

Mas tem ainda muita coisa que não vale em nosso país. Por isso, o Plebiscito deverá tratar também de outros temas que nos remetem a pensar que Brasil queremos construir. Não vale, por exemplo, o governo Lula querer fazer uma reforma da previdência que retira direitos já conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras desde a Constituição de 1988. Porém, o povo, no seu dia a dia, sabe muito bem das suas dificuldades, seja para ter acesso à saúde, à educação, à moradia e ao emprego digno.

 

O importante mesmo neste 13º Grito dos/as Excluídos/as é fazer ecoar por todo este Brasil o nosso Grito para o que Vale. E vale, entre outros, a nossa formação, mobilização e organização para dar um basta a este modelo econômico atrasado, que provoca cada vez mais o aprofundamento da separação entre ricos/as e pobres. Por isso, na Semana da Pátria, procure uma urna de votação em seu bairro, sua igreja, sindicato, escola. Diga não a tanta desgovernança e corrupção. Diga sim ao seu direito de decidir por uma vida com dignidade e segurança.  (Por Luiz Bassegio e Luciane Udovic. Leia a íntegra deste artigo no site da Abong – box Assembléia Popular).

lerler
  • PROJETOS

    • Compartilhar Conhecimento: uma estratégia de fortalecimento das OSCs e de suas causas

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - Osasco- CEP: 01223-010 - São Paulo - SP - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda à sábado, das 9h às 19h

design amatraca