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informes - ABONG

39414/08/2007 a 20/08/2007

Chamada global para a ação contra a pobreza

Teve início ontem, 15 de agosto, na Biblioteca Nacional de Brasília (Esplanada dos Ministérios) a jornada da Chamada Global para a Ação contra a Pobreza - Aliança pela Igualdade, Plataforma Brasil. Com o tema A mulher e os desafios da emancipação, estão sendo realizadas muitas atividades de cunho político e cultural, que acontecerão até o dia 30 na capital federal. Este é o primeiro dos três eventos programados para discutir a relação entre pobreza, desigualdade e a questão de gênero na América Latina. Os outros dois acontecerão no mês de outubro, em Fortaleza (CE), e em novembro, em Lima (Peru).

A coalizão nacional da Chamada é coordenada pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) – que coordena os eventos em Brasília –, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), a Action Aid, o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU) e o Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST). No total, 22 organizações brasileiras integram a Chamada no país. El Salvador é o ponto focal da coordenação regional latino-americana e caribenha.

Lançada em janeiro de 2005, a Chamada reúne organizações e movimentos sociais de mais de cem países e defende, entre outros, a adoção de políticas nacionais e internacionais de combate à pobreza que sejam democráticas, transparentes e passíveis de controle por parte de cidadãos/ãs.

A Plataforma Brasil e a Coalizão América Latina e Caribe da Chamada Global definiram como eixo condutor de suas ações para o ano de 2007 a “feminização” da pobreza. Como mostra o Relatório 2006 do Observatório da Cidadania/Social Watch, 70% das pessoas pobres no mundo e 65% das analfabetas são mulheres; a renda das mulheres representa de 30% a 60% da renda dos homens; e, no Brasil, equivale a 43% da dos homens.

“É preciso que haja uma maior internalização do debate em diferentes espaços”, salienta Iara Pietricovsky, do Colegiado de Gestão do Inesc. “E esperamos que os movimentos articulados com o tema possam ter um maior diálogo com o governo brasileiro, no sentido de verem atendidas as suas reivindicações.”


Sonhos

Além da cerimônia – que contou com representações de inúmeros movimentos sociais, ONGs, governamentais e muitas personalidades –, a abertura do evento em Brasília foi marcada pela participação da Banda Batalá – formada exclusivamente por mulheres –, do cantor Eduardo Rangel e pelo lançamento de um conjunto de três livros, que inspiraram a exposição com o mesmo nome: Sonhos: vidas comuns em tempos extraordinários, de Carolina Benshmesh. As publicações retratam brasileiras, cubanas, israelenses e palestinas de diferentes classes sociais, seus sonhos e aspirações. “Resolvemos fazer um evento em que o debate político fosse feito pelo caminho estético, ou seja, não só pelo falar, mas também pelo sentir”, informa Iara.

Hoje (16), a partir das 19h30, acontecerá a primeira mesa de controvérsia, intitulada Políticas de corpo, corpo político. No dia 17, terá início a mostra de cinema internacional, com a apresentação do filme Sister in Law - Irmãs de Lei, de Kim Longinotto. A programação completa, até o dia 30, está disponível no site da Chamada (www.chamadacontrapobreza.org.br) e do Inesc (www.inesc.org.br) e é gratuita. O dia do encerramento, 30 de agosto, se dará no Cine Brasília, com exibição especial.


As mulheres em Brasília

Duas outras grandes ações acontecem no mesmo período do evento da Chamada Global. No período de 17 a 20 de agosto, cerca de 3 mil mulheres estarão reunidas, no Centro de Convenções de Brasília, na 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. E as trabalhadoras rurais realizarão, entre nos dias 21 e 22 de agosto, a terceira edição da Marcha das Margaridas – Contra a forme, a pobreza e a violência sexista. Organizada pela Contag e CUT, contando com várias parceiras, levará 50 mil mulheres à Esplanada dos Ministérios. No site da Contag estão disponíveis spot de rádio e o vídeo das Margaridas. Confira: www.contag.org.br/.

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