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"A luta é epistêmica e política", diz Carlos Walter Porto-Gonçalves

por CEAS publicado em 24.10.2016

Foto: CEASEm uma passagem rápida pela capital baiana, o geógrafo  e professore da Universidade Federal Fluminense – UFF, Carlos Walter Porto-Gonçalves, faz palestra na Universidade Católica do Salvador – UCSal e conversa com organizações do movimento social, no Centro de Estudos e Ação Social – CEAS, marcando o lançamento da edição 237 da Revista Cadernos do CEAS, que conta com um artigo seu sobre o tema: Dinâmica capitalista atual. Nos dois encontros, realizados na última sexta-feira, 14/10, o professor falou sobre os movimentos sociais no atual contexto latino-americano, provocando os públicos a refletirem sobre poder e saber, rompendo com o antropocentrismo que “nos orienta e nos habita”.


Citando os Lusíadas de Luís de Camões, “estamos navegando por mares antes nunca navegados”, Porto-Gonçalves alerta que os mapas cognitivos que possuímos não servem para esta navegação. “A metáfora de Camões cabe porque não estamos sabendo o que está em curso”, sendo preciso discutir o sentido da civilização e sobre “o que estamos fazendo na terra”.


Para ele, as discussões sobre a modernidade tecnológica e científica não necessariamente trazem a felicidade humana, propondo uma outra reflexão que não tenha como centralidade crescimento e desenvolvimento econômico, a dominação da natureza, mas que incorpore a dimensão ética e filosófica ao conhecimento científico. “Hoje, no Brasil, nós desenvolvemos o agrobusiness com tratores, computadores e monoculturas sofisticadíssimos do ponto de vista tecnológico, mas acompanhados de enorme injustiça social. Não temos ciência do cuidar, e sim dominar. A ciência é machista, branca, burguesa e associada ao processo de acumulação”.


Citando a todo momento a importância do conhecimento dos povos originários, Porto Gonçalves trouxe a experiência que vem sendo vivenciada pelo Equador e Bolívia, que tirou o conceito de território do “sossego” dando lugar às discussões acerca do Estado Plurinacional, como nova estratégia de enfrentamento ao capitalismo mundial. “Estamos diante da necessidade de nos descolonizar dentro do nosso próprio território. Isso envolve romper com a colonialidade que permanece mesmo depois do colonialismo”, acentua.


Diante da crise civilizatória, que para ele é multidimensional, a questão é refletir sobre como se constrói as reconfigurações territoriais, levando em consideração as relações de gênero, etnia, classe social, lembrando sempre que “a luta é pela vida, pela dignidade e pelo território”.


Confira o artigo de Porto-Gonçalves, na Revista Cadernos do CEAS.


Fonte: CEAS

 

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