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Comemorar o 25 de julho é celebrar a luta

25/07/2007

O Brasil é um dos poucos países do mundo que ainda não passou por um processo de reestruturação da estrutura fundiária, vivendo há pelo menos 400 anos uma contradição entre avanços tecnológicos no campo da produção e o crescente avanço da pobreza rural que aliado ao êxodo tem influenciado de forma definitiva a situação de milhões de brasileiros no campo e na cidade.


A contradição histórica entre a formação e o fortalecimento de uma classe poderosa, tanto econômica como política no Brasil, conviveu diretamente com a constituição de uma outra classe camponesa, enredada no latifúndio, sem direitos, sem concessões e sem apoio, apenas com um dos elementos da economia de produção capitalista: a sua força de trabalho.


Durante a história da luta pela democratização da terra no Brasil, vivenciam-se picos de aquecimento da luta política e outros momentos de grande letargia da luta de classes principalmente dos movimentos e forças políticas do campo. Pode-se afirmar que nos últimos anos vive-se um período de ondas cíclicas de altos e baixos da luta política pela democratização da terra no Brasil.


O FNRA – Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo criado em meados da década de 1990, vem dando uma outra lógica às lutas, articulando as ações e construindo unidade nas lutas dos movimentos e organizações do campo, a exemplo da Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra que mobilizou a sociedade, debatendo e afirmando que a Reforma Agrária é uma necessidade econômica, uma saída social e uma trincheira ambiental para combater a forma exploratória com que o agronegócio tem atacado todos os biomas do país.


Mesmo numa conjuntura desfavorável o ano de 2007 vem sendo palco de uma série de mobilizações que se sucederam, contribuindo para a construção da consciência coletiva da sociedade brasileira. As mobilizações contra a transposição do rio São Francisco junto com as históricas mobilizações das mulheres no 8 de março motivou e unificou as lutas e as organizações em mais uma ação contra o latifúndio e o agronegócio. Da mesma forma o Abril Vermelho e Indígena da Via Campesina e dos povos indígenas, assim como a jornada de lutas da Fetraf e o Grito da Terra da Contag e a heróica greve dos servidores do Incra são alguns exemplos nacionais de como a luta quando articulada pode construir resultados.


Dessa forma, O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo relembra, nessa data, todas as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras do campo como inspiração para os próximos passos e como forma de renovar as forças na caminhada em busca da Reforma Agrária e da plena democracia brasileira.

Viva aos camponeses e trabalhadores do campo e à luta do povo!

 

Brasília/DF, 25 de julho de 2007

CONTAG – MST – FETRAF - CUT - CPT – CÁRITAS – MMC – MPA – MAB - CMP - CONIC – CONDSEF – Pastorais Sociais - MNDH – MTL – ABRA – ABONG - APR – ASPTA – ANDES – Centro de Justiça Global - CESE – CIMI – CNASI – DESER – ESPLAR – FASE – FASER – FEAB – FIAN-Brasil – FISENGE - IBASE – IBRADES – IDACO – IECLB - IFAS – INESC – MLST – PJR – REDE BRASIL – Rede Social de Justiça - RENAP – SINPAF – TERRA DE DIREITOS

 


<julho de 2007>

 

 

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