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ONGs protestam contra Programa Nuclear Brasileiro e Angra 3 em Brasília

08/08/2007

SOS Mata Atlântica, Greenpeace e WWF-Brasil promovem ação em parceria com a Frente Parlamentar Ambientalista na semana de aniversário das bombas de Hiroshima e Nagasaki

O Programa Nuclear Brasileiro e a retomada da implantação da Usina Nuclear de Angra 3 serão alvo de um ato público promovido por várias ONGs em Brasília (DF) nesta quarta-feira (8 de agosto). Representantes e voluntários da Fundação SOS Mata Atlântica, Greenpeace, WWF-Brasil, Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS), Associação Brasileira de ONGs (Abong), bem como pessoas ligadas a acidentes envolvendo resíduos nucleares no Brasil, se reunirão a partir das 11h, na Praça dos Três Poderes. “O protesto será pacífico e aberto, então todo cidadão está convidado a engrossar o coro contra o avanço destas idéias”, observa Mario Mantovani, diretor de mobilização da SOS Mata Atlântica.

 

Os manifestantes se encontrarão com representantes da Frente Parlamentar Ambientalista, que receberão uma carta em repúdio aos projetos nucleares. Além do Palácio do Planalto, o ato passará também pelo Ministério de Minas e Energia. A data foi escolhida em memória aos ataques nucleares ocorridos em 1945 em Hiroshima (6 de agosto) e Nagasaki (9 de agosto), no Japão.

 

“Queremos expor o que está por trás do programa nuclear brasileiro. Os interesses do setor nuclear não são apenas energéticos, e visam garantir mais investimentos para a extração e o enriquecimento de urânio, indispensáveis para combustível nuclear utilizado em usinas, submarinos nucleares, além de outras aplicações militares”, afirma Guilherme Leonardi, da campanha de energia do Greenpeace. “É de conhecimento público que Angra 3 não vai afastar o risco de apagões, já que levará pelo menos sete anos para ficar pronta, além de ser a opção mais cara e insegura em termos de geração de energia. Essa fachada adotada pelo governo federal não convence”.

 

O Programa Nuclear Brasileiro data da época da ditadura militar. É considerado ultrapassado, caro e altamente perigoso, uma vez que os equipamentos estão parados há muitos anos, não existem planos eficientes de segurança e não há um depósito adequado para a grande quantidade de lixo atômico gerada pela operação das usinas. Estudos do Greenpeace demonstram que com os R$ 7,4 bilhões previstos para construir Angra 3 seria possível instalar um parque de turbinas eólicas com o dobro da potência prevista para essa nova usina nuclear (1.350 MW), gerar 32 vezes mais empregos, sem produzir lixo radioativo ou trazer risco de acidentes graves.

 

A energia nuclear é a alternativa mais cara. “Podemos evitar o apagão de várias outras formas menos custosas para nossa sociedade”, avalia Mario Mantovani. “Nossa produção de energia eólica, solar e de biomassa pode ser muito ampliada.”

 

Para saber mais:

- Relatório Revolução Energética – Greenpeace –http://www.greenpeace.org.br/energia/pdf/cenario_brasileiro.pdf

- 50 motivos para dizer não à energia nuclear e os principais acidentes já registrados – http://www.ecoterrabrasil.com.br/home/index.php?pg=temas&tipo=temas&cd=689

- Programa Nuclear Brasileiro – http://ftp.mct.gov.br/temas/nuclear/default.asp -

 

<agosto de 2007>

 

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