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Nota pública sobre a negligência da prefeitura de São Paulo diante da morte de Meire da Silva

15/07/2013

O Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos torna pública sua completa indignação diante da negligência da Prefeitura de São Paulo em prestar socorro a Meire da Silva, de 55 anos, morta na última sexta-feira (12). 

Conforme noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo (“Corpo leva 7 horas para ser retirado da praça da Sé, em SP”) e pelo portal UOL (“ONGs apontam negligência da prefeitura na morte de moradora de rua no centro de SP”), Meire, que estava em situação de rua na Praça da Sé, começou a sentir-se mal ainda na quinta-feira (11). Segundo uma das notícias mencionadas, guardas civis metropolitanos que estavam na área foram abordados para socorrer Meire, mas se recusaram a fazê-lo. 

Posteriormente, dois chamados foram feitos ao Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) – um ainda na quinta-feira e outro já no início da sexta-feira – mas em ambas as vezes o Samu não cumpriu o seu dever de oferecer pronto atendimento a uma pessoa que necessitava de ajuda médica urgente. Quando o atendimento finalmente chegou, no fim da manhã da sexta-feira, Meire já estava morta.

Infelizmente, esta situação não é isolada. A recusa do Samu em prestar atendimento a pessoas em situação de rua é recorrente. O Centro Gaspar Garcia e diversas outras ONGs que atuam na área denunciam há anos essa grave postura por parte de servidores públicos que, em tese, não deveriam discriminar pessoas na realização de seus trabalhos – ainda mais quando se trata de um serviço essencial como o atendimento médico emergencial. 

Ainda é preciso mencionar que o IML (Instituto Médico Legal) demorou mais de sete horas para realizar a remoção do corpo – que ficou exposto em público na Praça da Sé, tendo sido inclusive cercado por ratos nesse meio tempo – coroando, assim, uma sucessão de omissões que mostra um completo desrespeito à dignidade humana, personalizado no caso de Meire.

É imperativo que esse tipo de cultura mude. Na sociedade atual, a pessoa em situação de rua ainda é vista com um ser sub-humano, desprovido de qualquer tipo de dignidade e de respeito. Deveria o Estado ser um dos primeiros indutores dessa mudança de valores, ao buscar oferecer serviços públicos de qualidade de forma equânime a todas as pessoas, estejam elas em situação de rua ou não. Infelizmente, como vimos no caso de Meire, isso ainda parece estar muito longe de acontecer.

 

 

Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos

 

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