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"Basta ao genocídio da juventude negra"

14/02/2014

A nota que se segue do Fórum da Juventude traz relatos de mortes no Rio de janeiro que passam despercebidas na sociedade. Os integrantes do Fórum gritam por elas, fazem a lista com seus nomes e exigem resposta da Justiça e do poder público. E, por fim, que a sociedade rompa com sua indiferença.

Pertubador, o texto descreve um protesto do Fórum na abertura da 1ª Conferência Municipal de Direitos Humanos do Rio de Janeiro. 

"No último dia 12 de fevereiro de 2014, o Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro (FJRJ) fez uma intervenção na abertura da 1ª Conferência Municipal de Direitos Humanos do Rio de Janeiro, que acontece no centro de convenções SulAmérica. No momento do discurso do vice-prefeito, Adilson Pires, os membros do Fórum gritaram palavras de ordem como “não às remoções” e “não ao extermínio da juventude negra”. A plenária fez coro. Alguns participantes interpretaram o papel de jovens assassinados. E algumas falas emocionaram: “Meu nome é André Lima, tenho 17 anos e fui assassinado na Favela Pavão-Pavãozinho em 2011 por uma ação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro)”.

Outros nomes foram lembrados pelos interagentes do FJRJ, situações ignoradas pelos grandes meios de comunicação. São jovens assassinados entre 2011 e 2013 por policiais das UPPs das favelas onde viviam, à exceção de Juan, de 11 anos, morto em 2011 na favela Danon, em Nova Iguaçu. Ao citar os nomes, os integrantes do FJRJ se apresentaram como "os desaparecidos da democracia", termo que vem sendo usado para chamar atenção para o absurdo número, apontado por Michel Misse e OAB/RJ, de pelo menos 10 mil desaparecidos entre 2001 e 2011. 

Querem nos fazer crer que ainda vivemos numa “cidade maravilhosa”, tal como a música que a guarda municipal na abertura do evento. Na noite deste mesmo dia, mais um jovem foi assassinado pela polícia militar no Engenho novo por policiais da UPP do Morro São João, gerando comoção e revolta da população. José Carlos Lopes Júnior foi assassinado no dia em que completava 19 anos. De acordo com o pai, morreu ajoelhado com um tiro na cabeça.

Jovens das favelas e periferias continuarão morrendo invisíveis, todos os dias, num estado democrático de direito?

André de Lima Cardoso, 19 anos, Pavão-Pavãozinho – Junho de 2011

Juan Moraes, 11 anos, Favela Danon, Nova Iguaçu, morto pela polícia - junho/2011.

Thales Pereira Ribeiro D’Adrea, 15 anos, Fogueteiro – Junho de 2012

Jackson Lessa dos Santos, 20 anos, Morro do Fogueteiro – Junho de 2012

Mateus Oliveira Casé, 16 anos, Manguinhos – Março de 2013

Paulo Henrique dos Santos, 25 anos, Cidade de Deus – Março de 2013

Aliélson Nogueira, 21 anos, Jacarezinho – Abril de 2013

Amarildo de Souza, 43 anos, Rocinha – Julho de 2013

Amarildo Dias de Souza, 47 anos, Rocinha – Julho de 2013.

Israel Meneses, 23 anos, Jacarezinho – Agosto de 2013

Laércio Hilário da Luz Neto, 17 anos, Morro do Alemão – Agosto de 2013

Paulo Roberto Pinho de Menezes, 18 anos, Manguinhos - outubro de 2013

José Carlos Lopes Júnior, de 19 anos, Morro São João - fevereiro de 2014 

O Fórum de Juventude não vai deixar essas mortes caírem no esquecimento

 

 

Fonte: Ibase

 

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