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Condenar as mulheres que abortam? Só por cima dos nossos cadáveres

10/02/2015

Por Católicas pelo Direito de Decidir

Às vésperas do Carnaval fomos brindadas com uma “pérola” de um de nossos representantes no legislativo federal.

O presidente da Câmara Federal declarou aos meios de comunicação que a questão do aborto só será posta em votação na Casa se for “por cima de seu cadáver”.

Ao lermos a afirmação feita pelo deputado não tivemos como não nos indignar. O que ele trata como chiste, acreditamos que embriagado pelo ambiente carnavalesco desses dias, para nós do movimento de mulheres é uma questão muito séria.

Gostaríamos que o digníssimo parlamentar soubesse que NÃO queremos mais cadáveres.

Cadáveres temos aos milhares para contabilizar, cadáveres de mulheres que foram vítimas da falta de assistência do Estado.

Mulheres que, quando optaram por interromper uma gravidez, tiveram que se submeter a um aborto inseguro sem as mínimas condições de segurança, de saúde e social.

Mulheres que pelos mais variados motivos, fazendo uso de seu direito de decidir, optaram por interromper uma gravidez.

Mulheres pobres e negras que sem terem condições financeiras para fazer o procedimento sem risco, acabam se submetendo a práticas inseguras e muitas vezes chegam a óbito.

Não queremos mais ter cadáveres de mulheres para contar, por isso, queremos que a questão legal do aborto seja discutida, SIM.

A questão do aborto é uma questão de direitos reprodutivos e como é um direito, as mulheres devem ter o direito de decidir livremente de acordo com sua consciência.

Esperamos que os parlamentares sejam porta-vozes da população e não de si mesmos, ou de suas convicções pessoais.

Esperamos que nossos legisladores ocupem a tribuna não para defender as suas posições morais e/ou religiosas em detrimento da polifonia existente na sociedade.

As mulheres de nossa sociedade merecem ter seus direitos respeitados e para isso é necessário que suas demandas estejam na pauta do legislativo.

Pela legalização e descriminalização do Aborto.

 

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