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PEC 215: O extermínio dos Povos Indígenas e das Populações Tradicionais do Brasil

03/11/2015

Lágrimas de revolta, diante da morte anunciada com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 pela Comissão Especial, na Câmara dos Deputados. Os gritos de socorro ecoam mundo afora. É hora de colocar o sofrimento na rua, numa grande aliança de resistência e esperança. Não passarão. A sabedoria e união guiarão os guerreiros da vida, da Mãe Terra e da paz.


Em Palmas, Tocantins, as lideranças dos povos originários do mundo afirmam que podem parar os jogos em protesto contra a PEC. Nós, dos movimentos sociais e aliados dos povos indígenas, externamos nossa incondicional solidariedade aos povos originários, diante de mais esse decreto de morte de mais de 300 povos nativos do Brasil.


Com a aprovação dessa 215, os parlamentares anti-indígenas pretendem não apenas impedir a demarcação das terras indígenas, mas também redefinir as terras já regularizadas e abri-las para a exploração do latifúndio e agronegócio. Em outras palavras, trata-se de impedir que os povos indígenas tenham assegurado seus territórios e seus projetos de vida, sua cultura e suas sociedades diferenciadas. Ou seja, fica decretada a morte cultural (etnocídio) e física (genocídio) dos povos indígenas.

Vemos com extrema preocupação o avanço da nova fronteira agrícola com a abrangência de 73 milhões de hectares no bioma Cerrado, abrangendo os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, chamada de Matopiba. Esse mega projeto do agronegócio terá um enorme impacto destrutivo sobre o meio ambiente e milhares de comunidades tradicionais e povos indígenas, já que dentro da área do Matopiba existem 28 terras indígenas, 34 quilombos, 865 assentamentos e 42 unidades de conservação ambiental.

Nesse momento gravíssimo de ameaças às vidas e aos direitos dos povos indígenas do Brasil, renovamos nossa esperança de que os projetos de morte, como a PEC 215 não prevalecerão. Confiamos no poder de mobilização dos povos e da sociedade nessa causa humanitária, que ultrapassa e rompe todas as fronteiras.


Estamos certos de que a sabedoria e resistência dos povos e das comunidades tradicionais - como os indígenas, quilombolas, ribeirinhos e pescadores artesanais, dentre tantos outros -, a natureza e toda a sociedade brasileira que será atingida, vencerão mais esse projeto de morte.

 

Palmas (TO), 30 de outubro de 2015.

 

Assinam este Manifesto:

Associação Brasileira de Comunidades Alternativas (Abrasca)

 Associação Negra Cor (Anca – TO)

Associação União das Aldeias Apinajé (Pempxá)

Alternativa para Pequena Agricultura do Tocantins (APA-TO)

Associação de Preservação Ambiental e valorização da Vida (Ecoterra)

Arquidiocese de Palmas Tocantins

Arquidiocese de Miracema Tocantins

Associação de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis da Região Centro Norte de Palmas (Ascampa-TO)

Aliança Multiétnica de Permacultura - Awire

Centro Educacional São Francisco de Assis - TO

Conselho de Visões Guardiões da Mãe Terra

Conselho de Assentamentos Sustentáveis da América Latina (Casa)

Colégio Marista Palmas

Congregação Irmãs Franciscana de Allegany

Centro de Direitos Humanos de Palmas (CDHP)

Conferência dos Religiosos do Brasil – Regional Palmas (CRB-TO)

Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Glória de Ivone (Cedeca)

Central Única dos Trabalhadores (CUT-TO)

Cáritas Arquidiocesana de Palmas

Congregação das Irmãs Dominicanas do Rosário de Monteils

Comissão Pastoral da Terra – Araguaia /Tocantins (CPT-AT)

Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO)

Comitê Popular Estadual da Constituinte no Tocantins (Plebiscito)

Comunidade de Saúde Desenvolvimento e Educação (Comsaúde)

Centro de Direitos Humanos de Cristalândia (CDHC)

Centro de Direitos Humanos de Formoso do Araguaia (CDHF)

Centro de Estudos Bíblicos do Tocantins (CebiI-TO)

Coletivo Permacultural Guazuma

Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil

Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

Comunidades Eclesiais de Base do Tocantins (CEB -TO)

Congregação das Irmãs Capuchinhas

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 3)

Consulta Popular

Cooperativa dos Pescadores e Piscicultores do Médio Tocantins (Cooperatins)

Earth Code Project

Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social

Instituto Biorregional do Cerrado (IBC)

Instituto de Defesa dos Direitos Humanos e Meio Ambiente (IDPDHMA)

Instituto Nossa Senhora de Lourdes (INSL)

Levante Popular da Juventude

Missionárias Servas do Espírito Santo (MSSpS)

Movimento Estadual de Direitos Humanos do Tocantins (MEDH-TO)

Movimento pela Vida

Movimento de Atingidos por Barragem (MAB)

Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil (MST)

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Tocantins (MST-TO)

Pacto Mundial Consciente (PMC)

Permacultura Social Brasileira (PSB)

Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet)

Secretaria da Mulher Trabalhadora do Tocantins (CUT-TO)

Rede Novos Parques

Danielle Mastelari Levorato, professora assistente da Universidade Federal do Tocantins (UFT), coordenadora do Curso Gestão de Cooperativas, Campus de Araguaína

 

PALAVRAS-CHAVE

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