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Relatório dos Médicos Sem Fronteiras alerta para problemas na reconstrução do Haiti

23/07/2010

Passados mais de seis do terremoto que devastou o Haiti, a população continua necessitando de ajuda para reconstruir seu país e para retomar suas vidas. Esta constatação foi feita pelos membros da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) no relatório ‘Resposta de emergência após o terremoto do Haiti: Decisões, desafios, atividades e finanças’, publicado neste mês de julho.

 

De acordo com o relatório da organização médico-humanitária internacional que, antes do terremoto de 12 de janeiro já prestava assistência médica há 19 anos no Haiti, "as principais causas do sofrimento das vítimas seguem sem resposta".O que significa que grande parte da população continua vivendo em situação de extrema precariedade, sobretudo com relação à moradia e saneamento.

 

"Dada a lentidão da reconstrução, e com a estação de chuvas agravando a situação dos desabrigados, a necessidade mais urgente é proporcionar-lhes refúgio: mais de um milhão de pessoas seguem vivendo mal hoje, embaixo de lonas, e sem expectativas de melhora", pontua o relatório. A estação das chuvas agravou a situação e já se aproxima a temporada de furacões, que pode tornar ainda pior a vida da população haitiana, que se amontoa em assentamentos urbanos.

 

Segundo revelaram os médicos do MSF, mesmo estando acostumados a viver com recursos limitados, haitianos e haitianas estão frustrados e com raiva devido às poucas mudanças que ocorreram em seu país e em sua condição de vida. "Há uma surpreendente brecha entre o entusiasmo e as promessas de ajuda às vítimas do terremoto das primeiras semanas e a dura realidade no terreno depois de seis meses", avaliou o coordenador geral do MSF, Stefano Zannini.

 

A ajuda humanitária que ainda chega ao país está sendo suficiente para manter a população viva, mas não está sendo satisfatória para paliar algumas das principais necessidades. Os alimentos continuam a chegar, em virtude do Programa Mundial de Alimentos, no entanto, há menos segurança de que esta ajuda continue a ser enviada por mais tempo. De acordo com o relatório, não houve aumento na desnutrição.

 

Com relação á água, há menos segurança e menos possibilidades de adquiri-la. Nos três primeiros meses, houve distribuição gratuita, mas depois disto foi estabelecido um sistema de cobrança que impossibilita muitas pessoas que não têm qualquer tipo de renda de terem acesso a este bem essencial para a sobrevivência.

 

A falta de saneamento também é um problemática que persegue o Haiti desde antes do terremoto. Em algumas regiões, os Médicos Sem Fronteiras são os únicos a realizarem trabalhos de gestão de resíduos, cuidados com as latrinas e higiene. Com relação à necessidade de saneamento, o relatório pontua que ainda existem muitos desafios que continuam sem resposta. "Há apenas um aterro sanitário em toda a cidade, mas está transbordando. Não se têm buscado alternativas e a temporada de chuvas está agravando os problemas de acesso e a contaminação".

 

No que diz respeito à saúde, ainda é preciso avançar, no entanto muito já foi feito desde o terremoto de 12 de janeiro. Até 31 de maio, apenas os membros dos MSF já haviam atendido mais 173 mil pessoas e realizado mais de 11 mil cirurgias. Mais de 81 mil pessoas receberam ajuda psicológica para conseguir superar o trauma.

 

De acordo com Unni Karunakara, presidente internacional do MSF, a organização está comprometida com as vítimas do terremoto e seguirá prestando assistência ao país nos próximos anos. "O terremoto destruiu grande parte dos serviços médicos disponíveis, e passarão muitos anos para que o país se recupere. MSF está disposto a assumir sua parte na reabilitação da atenção sanitária aos haitianos e dedicará suas equipes e recursos a esta tarefa até conseguir seus objetivos".

 

Leia o relatório na íntegra aqui.

 

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