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Segundo estudo da CEPAL, América Latina e Caribe crescerão 5,2% em 2010

23/07/2010

A América Latina e o Caribe consolidaram em 2010 a recuperação iniciada na segunda metade de 2009 e crescerão este ano 5,2%, o que implica um aumento de 3,7% no PIB por habitante, segundo o mais recente relatório da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) apresentado na quarta-feira (21).

"O crescimento é mais alto do que se previa. Porém o desempenho é muito heterogêneo dentro da Região. Destacam-se os países do MERCOSUL e aqueles que tiveram maior capacidade de implementar políticas públicas.


Também sobressaem aqueles países com fortes mercados internos, potencializados pelo espaço regional e a alta participação da Ásia nas suas exportações", disse Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL, ao apresentar o Estudo econômico da América Latina e do Caribe 2009-2010, na sede da Comissão em Santiago.

As maiores taxas de crescimento em 2010 observam-se na América do Sul, encabeçadas pela economia de maior tamanho: Brasil, que crescerá 7,6% , seguido pelo Uruguai (7,0%), Paraguai (7,0%), Argentina (6,8%) e o Peru (6,7%).

Outros países terão taxas de crescimento menores, como República Dominicana (6,0%), Panamá (5,0%), Bolívia (4,5%), Chile (4,3%) e México (4,1%). No entanto, a Colômbia crescerá 3,7%, o Equador e Honduras 2,5%, Nicarágua e Guatemala 2,0%, enquanto que a Venezuela apresentará um retrocesso de -3,0%.

A economia do Haiti cairá 8,5%, como consequência dos efeitos do terremoto que sofreu em janeiro passado; e outras nações do Caribe também deverão apresentar resultado negativo.

Em geral, o maior nível de atividade econômica regional teve uma repercussão positiva sobre o emprego. Isto permitirá uma redução do desemprego na Região, que será de aproximadamente 7,8% em 2010, quer
dizer, quatro décimos de ponto percentual menor que a taxa observada em 2009, (8,2%).

O crescimento das economias da Região consolidou-se este ano com base em três elementos: o consumo privado, que reagiu positivamente com a melhora paulatina dos indicadores do mercado de trabalho e com o aumento do crédito; o maior investimento e, em menor grau, o impulso das exportações.

A rápida recuperação, depois de uma crise de proporções pouco vista na história econômica moderna, foi em grande parte impulsionada pelas políticas públicas, segundo a CEPAL.

A consistência macroeconômica que apresentou a maioria dos países da América Latina e do Caribe nos anos que antecederam a crise internacional marcou uma diferença significativa. Os países aproveitaram um período excepcional de bonança na economia e nas finanças internacionais, para equilibrar suas contas públicas, reduzir e melhorar o perfil de sua dívida e aumentar suas reservas internacionais.

Este processo permitiu um maior espaço para a aplicação de políticas públicas anticíclicas e tornou possível o início da recuperação na segunda metade de 2009.

O desenvolvimento de programas de estímulo fiscal e monetário, juntamente com uma diminuição da incerteza e a relativa normalização dos mercados financeiros e o maior acesso ao crédito, assim como o maior dinamismo da economia internacional, permitiram uma recuperação gradual da atividade econômica ao longo do ano, que se consolidou em 2010.

Perspectivas para 2011

Apesar da recuperação ter sido muito rápida, persistem interrogações e incertezas sobre a evolução da economia mundial que podem tornar sombrio o panorama regional a médio prazo.

A crise de algumas economias da Europa pode ter uma repercussão negativa sobre os volumes e os preços das exportações regionais, assim como no envio de remessas para alguns países da América Latina e do Caribe. No caso do Equador a queda poderá ter efeito maior, já que as remessas provenientes da Espanha representam uma proporção de aproximadamente 3% do PIB equatoriano.

Persiste também a preocupação por algumas economias do Caribe, cujo nível da dívida é muito elevado, e portanto estão em situação de vulnerabilidade. A dívida média da sub-região alcançou cerca de 50% do PIB em 2009, mas em alguns casos específicos a relação ainda é muito mais alta, como por exemplo, em Granada (83%) e Barbados (93%).

Espera-se uma desaceleração das taxas de crescimento até a segunda metade de 2010, ainda que se projete que a Região continuará crescendo em 2011, ela ocorrerá à taxa menor: em torno de 3,8%, o que equivale a um aumento de 2,6% no produto por habitante.

Com exceção de alguns países entre eles o Chile e, sobretudo, o Haiti, devido aos trabalhos de recuperação depois dos respectivos terremotos que sofreram ambos países, prevê-se que a desaceleração será generalizada, apesar de que afetará mais a América do Sul - cuja taxa de crescimento cairá de 5,9% em 2010 para 4,3% em 2011.

Diante deste cenário, a CEPAL pede aos países que mantenham políticas públicas que sejam orientadas para a proteção dos setores mais vulneráveis no marco de uma estratégia mais ampla, que envolva não somente a área social mas também as políticas macroeconômicas e as políticas produtivas.

Um modelo de desenvolvimento mais inclusivo foi o direcionamento que a CEPAL apresentou aos países em seu Trigésimo terceiro período de sessões, ocorrido há poucas semanas no Brasil, por meio do documento: A Hora da igualdade. Brechas por selar, caminhos por abrir.

No Estudo econômico da América Latina e do Caribe 2009-2010, este tema também é abordado e se analisa o impacto distributivo das políticas macroeconômicas.

Veja a tabela América Latina e Caribe: Taxa de crescimento do produto interno bruto, 2008-2011 aqui.

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