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Mandatários, organizações e personalidades rechaçam tentativa de golpe no Equador

06/10/2010

 

Nesta sexta-feira, diversos membros de movimentos e organizações sociais, assim como mandatários e chanceleres dos países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), pronunciaram-se para rechaçar a tentativa de golpe de Estado contra o presidente do Equador, Rafael Correa. Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz, e Manuel Zelaya, coordenador geral da Frente Nacional de Resistência Popular, também condenaram os atos perpetrados pelas forças de segurança equatorianas.

 

Reunidos em Buenos Aires, na Argentina, os líderes das nações da Unasul leram uma declaração em que manifestaram posicionamento sobre os acontecimentos da quinta-feira. Além de "condenar energicamente a tentativa de golpe de Estado e posterior sequestro do presidente Correa" o documento pede que "os responsáveis pelo motim golpista sejam julgados e condenados".

 

A declaração, lida pelo chanceler argentino, Héctor Timerman, remarcou ainda que os governos da região "não tolerarão sob nenhuma hipótese qualquer novo desafio à autoridade constitucional" e "no caso de novos acontecimentos, adotarão medidas concretas e imediatas, como fechamento das fronteiras, suspensão do comércio, do tráfego aéreo, de provisão de energia e de serviços", acrescentou Timerman.

Ainda nesta sexta-feira, os chanceleres estarão em Quito, capital do Equador, para expressar o respaldo do bloco ao mandatário Rafael Correa, cuja saúde está fragilizada devido a uma cirurgia e aos últimos fatos ocorridos no país.

 

Reprovando a ação violenta das forças de segurança equatorianas, a Rede Jubileu Sul/Américas também se pronunciou e chamou à mobilização e solidariedade com o povo irmão, em defesa da democracia e da constitucionalidade equatoriana. A organização alertou a população latina para a não aceitação de um novo golpe.

 

"Frente à sublevação de parte da polícia, da guarda nacional e das forças militares, com o apoio da direita, o único caminho é a mobilização popular em defesa da democracia equatoriana, para enfrentar os mesmos interesses que se puseram de manifesto no Golpe de Estado de Honduras e na tentativa na Venezuela, Bolívia e Paraguai", assinalou a Rede Jubileu Sul/Américas.

 

Em carta ao povo equatoriano e ao presidente Rafael Correa, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, reforçou as palavras da Rede Jubileu Sul ao afirmar que "o povo deve manter-se em resistência e em defesa da democracia, rechaçando qualquer tipo de violência". Esquivel também pediu que o impasse seja resolvido por meio do diálogo e que os setores da polícia nacional "reflitam, deponham as medidas e demonstrem sua vocação de serviço como funcionários públicos".

 

O povo indígena também se manifestou. Em entrevista coletiva convocada com urgência, diversas organizações indígenas equatorianas deixaram claro que não compactuam ou estão de acordo com a desestabilização democrática. "Porque somos opositores ao governo querem nos relacionar com os fatos, mas como movimento indígena, hoje, mais que nunca respaldamos o poder democrático e chamamos a fortalecê-lo", assegurou Asencio Farinango, da Confederação de Povos da Nacionalidade Kichwa do Equador.

 

Por ter passado por situação semelhante, Manuel Zelaya, presidente constitucional de Honduras e coordenador geral da Frente Nacional de Resistência Popular, também se dirigiu a Correa e ao povo equatoriano para assegurar apoio e repúdio à tentativa de golpe. Chamou ainda as forças de segurança a não se prestarem aos objetivos da oligarquia, para que não se repita o ocorrido em seus país.

 

Entenda o caso

Na quinta-feira (30), membros da Polícia Nacional equatoriana sequestraram o presidente Rafael Correa em um hospital militar na capital, Quito. Após mais 12 de horas, o mandatário foi resgatado por uma operação conjunta das forças militares e unidades do Grupo de Operações Especiais (GOE) da polícia. Durante o processo, que durou mais de 30 minutos, houve enfrentamento entre os manifestantes e as forças leais ao Governo. O saldo da ação foi um policial do GOE morto e cinco militares feridos. O protesto foi iniciado por um grupo de policiais contrários à negação de Correa ao veto da Lei de Serviço Público.

 

Fonte: Natasha Pitts, jornalista da Adita, com informações da Telesul e Caoi

 

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