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Novos conselheiros da TV Brasil querem ampliar diálogo com a sociedade

20/07/2010

Até o final do mês de junho, o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação estará completo. Os três novos nomes que integrarão o grupo até 2013 terão tomado posse. Dois deles, Mário Augusto Jakobskind e Takashi Tome já foram oficialmente integrados no dia 1º, quando ocorreu também a primeira Audiência Pública do Conselho Curador da EBC de 2010. Falta apenas a terceira conselheira, Ana Maria da Conceição Veloso, que assumirá o cargo no dia 30 deste mês.

 

Apesar de não ter sido completamente renovada, a nova gestão é fruto de uma seleção que teve como base a consulta pública. Ao todo, participaram do processo 65 entidades de todo o país e foram indicados 46 nomes. A partir deles, formou-se, pelo então atual Conselho, três listas tríplices que foram encaminhadas ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No dia 28 de maio, foram divulgados os três nomes.

O Intervozes conversou com cada um deles sobre as expectativas em relação à atuação junto a EBC e também sobre os desafios de se fazer uma comunicação pública. O trio está otimista e pretende incentivar mecanismos de diálogo que possibilitem cada vez mais a proximidade com a sociedade. 

Quais são as suas expectativas em relação ao Conselho Curador e à própria EBC com a nova gestão?

Ana Maria da Conceição Veloso: Expectativas são as melhores no sentido de eu já conhecer os outros conselheiros e saber da competência de cada um. Minha expectativa é de poder fazer uma discussão acerca dos temas de interesse público que deverão ser pautados nas reuniões. Espero também construir um  diálogo respeitoso e colaborativo com os demais conselheiros.

Estou muito feliz, tenho recebido manifestações de pessoas e entidades do país todo, isso é muito  significativo. Tenho consciência da minha responsabilidade.

Mario Augusto Jakobskind: Entendo que o método para a indicação dos novos conselheiros através da consulta a entidades representativas dos diversos setores sociais representou um avanço no sentido do fortalecimento da mídia pública. É preciso, naturalmente, a continuidade dos avanços nas mais diversas áreas.

Esperamos que nesta etapa que se inicia do Conselho Curador surjam novas ideias a partir de debates e análises.  

Takashi Tome: As expectativas são as melhores possíveis. Tive a oportunidade de participar da primeira  audiência pública de 2010 do Conselho Curador da EBC e de presenciar o alto nível das discussões.  

Quais serão as suas principais linhas de ação? Uma vez no Conselho, quais discussões priorizará?

A.V.: A minha gestão será compartilhada com os movimentos sociais que tanto me apoiaram. Pretendo ampliar o debate sobre a TV Brasil para os diversos segmentos da sociedade, principalmente para o  Nordeste [Região onde vive e atua com mais intensidade], para que a região possa estar inserida e participe também com questões e proposições. Também ampliarei canais de diálogo com o Movimento Negro, uma  vez que as duas representantes desse segmento não foram selecionadas para o Conselho Curador, assim, acredito que a responsabilidade para mim ficou maior.  

M.J.: Acredito que um projeto como o iniciado em dezembro 2007, com a criação da EBC tenha maior  validade com a participação dos mais amplos setores da sociedade brasileira. Como jornalista, espero  ajudar principalmente no debate de questões relacionadas com o noticiário e a formação, de maneira que os telejornais e as reportagens tenham sempre em mente a importância de se apresentar informações relegadas pela mídia convencional. É fundamental, por exemplo, que nesse setor seja contemplada o ideário da integração latino-americana, sem preconceitos e estereótipos apresentados no esquema do pensamento único.

T.T.: O meu foco principal é o Operador de Rede [responsável por repartir o espaço e transmitir os canais das emissoras públicas]. Meu objetivo é democratizar e ampliar a discussão em torno desse assunto, de forma que seja mais facilmente compreendido pela população. Na 1º Audiência Pública de 2010, deveria ter sido  discutido esse assunto, no entanto, não foi debatido. Pretendo conversar com José Roberto Garcez, diretor de serviços da EBC, responsável pelo assunto, e a partir daí elaborar estratégias para começar essa discussão.   

Quanto aos mecanismos de diálogo com a sociedade, de que forma pretende incentivá-los? 

A.V.: Um dos meus objetivos é ampliar as vozes dos segmentos sociais através da participação junto ao Conselho Curador. Essa semana mesmo tive uma reunião com o Movimento dos Surdos. Pretendo levar essas pautas para as discussões internas. Vou também agendar conversas virtuais com  diversas entidades.

A forma mais efetiva que percebo de ampliar a participação é discutir, aceitar convites para eventos, ouvir o que as pessoas têm a dizer, me colocar à disposição. 

M.J.: Como representante da ABI, pretendo consultar a entidade, seus associados, sua diretoria, seu  Conselho Deliberativo, sobre as mais diversas questões debatidas ou a serem debatidas. Dentro possível, ouvir também outras entidades. Até porque o espaço ocupado por mim não é um espaço individual, mas  sobretudo da entidade que me indicou para o Conselho.

T.T.: Ainda não discutimos especificamente mecanismos de participação. Mas isso foi debatido na Audiência. Recebemos muitas contribuições marcantes. Houve, inclusive, o relato de uma participante que se emocionou com um episódio do programa ABC do Ziraldo da TV Brasil. Era a história de uma criança que tinha o apelido de Carlinhos Beiramar, porque era um exemplo para ele. Após assistir o ABC do Ziraldo, ele se encantou com o escritor e até mudou de apelido para  Carlinhos Ziraldo.

Entrar em contato com a sociedade é um processo bacana. Para mim a melhor estratégia é ampliar as audiências públicas.   


Finalmente, quais são os principais desafios ao se fazer uma Comunicação Pública no nosso país?

A.V.: Até agora, para mim, a Comunicação Pública foi uma possibilidade: de ampliação das vozes, de ampliação da qualidade e uma perspectiva, uma iniciativa importante que precisa de mais atenção, mais recursos, mais incentivos Públicos.

A comunicação pública pode ser uma possibilidade de efetivação dos direitos humanos, quando a sociedade se apropriar desse espaço. As emissoras devem ser exemplo de abertura de espaço, de veiculação de produções independentes, de programas educativos e um exemplo em acessibilidade. 

M.J.:  A mídia pública precisa se consolidar como um espaço até mesmo de contraponto, apresentando fatos e debatendo questões que a mídia convencional omite. A TV Brasil já produziu avanços nesse sentido, mas é preciso ainda mais. Ou seja, é necessário que o telejornalismo de uma mídia pública seja diferenciado do da mídia convencional. É necessário destacar que o fortalecimento da mídia pública, como acontece em vários países da América Latina, depende do incentivo do Estado, do Poder Público, pois sem isso,  dificilmente será levada adiante um projeto dessa envergadura.  

T.T.: Os desafio são muitos. Eu acho que de uma forma geral a EBC está no caminho certo. A empresa é   muito competente e eu só tenho a elogiar o trabalho que comecei a conhecer por dentro.

 

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