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Movimento feminista lança "ISO" para avaliar cumprimento dos acordados da Cepal

16/07/2010

No terceiro dia da XI Conferência Regional das Mulheres, realizada pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe) em Brasília (DF), a Articulação Feminista Marcosul lançou o ISOQuito, índice de monitoramento dos compromissos assumidos na Conferência de 2007, realizada em Quito (Equador).

 

Com representantes de organizações não-governamentais e com a participação de Sonia Montaño, da Divisão de Assuntos de Gênero da Cepal, foram apresentados a metodologia de construção da ferramenta, bem como os resultados obtidos.

 

De acordo com o índice, Brasil é uma das nações que menos tem cumprido os compromissos acordados em 2007. Dos 16 países da região dos quais se tem dados oficiais (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela), o Brasil está em último lugar quanto à paridade na tomada de decisões (0,23) e ocupa a penúltima posição (0,133), seguido apenas por Guatemala, no índice ISOQuito que considera os três eixos: paridade política, econômica e do trabalho e grau de bem-estar das mulheres.

 

A região do Conesul é a que conta com os mais altos indicadores. Chile é o país com o maior índice de bem estar para as mulheres (0,9), Uruguai está em primeiro (0,82) quanto à paridade econômica e do trabalho e Argentina lidera o índice de paridade na tomada de decisões (0,66) e também o índice ISOQuito (0,41).

 

A iniciativa do ISOQuito e sua metodologia foram extremamente bem recebidos pelos participantes e foi ressaltada a importância de se monitorar o cumprimento e os avanços desde 2007. “Sabemos a importância dos relatórios e estatísticas no momento de se qualificar políticas públicas. É necessário ter um diagnóstico claro sobre a realidade que queremos mudar”, afirmou Sonia Montaño.

 

Contudo, algumas deficiências ainda são apontadas. As pesquisadoras admitiram o índice como imperfeito porque os dados fornecidos pelos governos à Cepal ainda não são recolhidos sob um enfoque de gênero. Nem todos os países da região informam todos os dados, de forma que somente dezesseis nações da região chegaram a um resultado. Também se defendeu que seria necessário fazer uma discriminação dos dados com base em critérios etnico-racias, de diversidade sexual, idade, dentre outros.

 

O ISOQuito é uma metodologia que qualifica e “ordena” os países latino americanos e caribenhos em função de indicadores quantitativos que refletem os pontos mais importantes do Consenso de Quito (como os conceitos de autonomia física, autonomia política e autonomia econômica) e que se baseia em dados do Observatório Regional de Paridade de Gênero da Cepal. Tendo como 2007 o ano-base, o instrumento permite avaliar os avanços e retrocessos quanto à igualdade de gênero na região.

 

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