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Movimento feminista se posiciona em Conferência da Cepal

15/07/2010

Em Brasília (DF), organizações sociais da América Latina e do Caribe apresentam suas reivindicações para políticas de igualdade de gênero

 

Dezenas organizações latino-americanas e caribenhas apresentaram ontem, na XI Conferência Regional da Mulher, da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), o resultado de dois dias de discussões no Fórum de Organizações Feministas, realizado nos dias 11 e 12 de julho.

 

Durante a leitura da declaração resultante do Fórum, feita por Lise Marie Dejean, coordenadora nacional de Solidarite Fanm Ayisyen do Haiti, aconteceu o ponto alto do dia da participação da sociedade civil na conferência governamental. Entre as reivindicações, as mais aplaudidas foram aquelas relacionadas à legalização do aborto seguro, livre e feito em instituições públicas; aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e autonomia sobre seus corpos (o que já tinha sido proposto no Consenso de Quito); e a produção de uma Convenção Interamericana de Direitos Sexuais e reprodutivos.

 

O documento foi bem recebido pelas autoridades dos países latino americanos e pelos demais participantes da Conferência. A expectativa, agora, é que o documento baseie as discussões e os compromissos que serão acordados pelos governos latino-americanos e caribenhos.

 

Para Guacira de Oliveira, do Centro Feminista de Estudo e Assessoria (CFEMEA) e da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), houve ouvidos atentos à voz e às demandas das mulheres. “Esperamos que isso se transforme em compromissos reais assumidos pelos Estados”.

 

Atuação estratégica

O movimento feminista foi bastante lembrado pelas inúmeras autoridades presentes no primeiro dia da Conferência. A importância de sua trajetória para a formulação de políticas públicas que visam garantir a equidade de gênero esteve presente na fala de ministros, ministras e representantes das Nações Unidas.

 

O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim ressaltou a importância de se debater e assumir compromissos de criação de políticas especiais para as mulheres. Ele também afirmou que a promoção dos direitos das mulheres passa pelo Estado e pela participação da sociedade civil. “É dever do Estado promover políticas de equalização e igualdade de oportunidades”.

 

Alicia Barbácena, secretária-executiva da Cepal, agradeceu a enorme participação do movimento feminista e sua importância em iniciar a luta por justiça e igualdade de gênero.

 

A ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), mencionou a relevância do Fórum de Organizações Feministas e Analba Brazão, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), ressaltou a presença da sociedade civil na Conferência como sendo o resultado da luta feminista e enfatizou a preocupação com o cumprimento dos compromissos ali assumidos.

 

Desrespeito medido em números

A preocupação com a implementação dos acordos assumidos, aliás, é uma preocupação constante da Articulação Feminista Marcosur (AFM). Prova disto, é que na próxima quinta-feira, 15 de julho, a organização apresenta, durante a Conferência, o documento ISOQuito.

 

Trata-se de uma ferramenta que desenvolveu um ranking e classificou os países da região em função dos indicadores disponíveis que refletem alguns dos mais importantes acordos estabelecidos no Consenso de Quito, em 2007. A apresentação acontecerá na sala 1 do Brasília Alvorada, a partir das 13h.

 

Serviço

O quê: Lançamento do ISOQuito

Quando: 15/07/2010, às 13h

Onde: Hotel Brasília Alvorada (antigo Hotel Blue Tree) – SHTN Trecho 1, Conjunto 1B, Bloco C.

 

PALAVRAS-CHAVE

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