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Brasil marca Dia Nacional de Combate à Sífilis neste sábado

18/10/2010

Neste sábado, dia 16, é o Dia Nacional de Combate à Sífilis. A data é lembrada todo terceiro sábado do mês de outubro. De acordo com o último Boletim Epidemiológico Aids/DST, foram registrados em 2008, no Brasil, 5.506 casos de sífilis congênita em menores de um ano de idade. De 2005 a junho de 2009, foram 25.202 casos ao todo. Já durante o pré-natal, somente no ano de 2008, foram 6.955 notificações de sífilis. Desde 2005, no total, foram 19.608 gestantes diagnosticadas com a doença. Em 2010, uma medida vai permitir o aprimoramento da notificação da sífilis adquirida, conforme a Portaria nº 2.472/2010. Os dados serão compilados no próximo boletim epidemiológico a ser divulgado em dezembro de 2010.

 

Testagem

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes no 1º trimestre da gestação, pois as principais complicações da sífilis congênita são aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O recomendado é fazer o teste duas vezes durante a gravidez e repeti-lo logo antes do parto, já na maternidade. Quem não fez pré-natal, deve realizar o teste antes do parto. A sífilis é uma doença silenciosa que, na maioria das vezes, as mulheres não têm sintomas e só vão descobrir a doença após o exame.

 

Uma vez testadas e tratadas, é possível impedir a transmissão da mãe para o feto do Treponema pallidum. O risco varia de acordo com o estágio da doença na gestante: fase primária e secundária – 70 a 100%, fase latente ou terciária – 30%.

 

De acordo com a técnica do departamento, Eveline Fernandes, é muito importante que o testes da sífilis seja feito também no homem, pois não adianta tratar a mulher e o bebê, e o homem continuar infectado. “Essa medida impede novas infecções pela bactéria”, reforça.

 

O tratamento da doença, depende muito da fase em que é feito o diagnóstico. Em geral utiliza-se a penicilina benzatina (velha benzetacil) para tratar a sífilis congênita, medicação barata e de fácil acesso no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Região

A taxa de incidência da sífilis varia de 3,2 por 1.000 nascidos vivos no Centro Oeste, até 4,7/1.000 nascidos vivos no Nordeste. “Essa diferença pode estar ligada ao nível econômico da população, educação e acesso a métodos de prevenção”, explica a infectologista Eveline.

 

Em 2007, um plano do Ministério da Saúde, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) firmou o compromisso de desenvolver ações de redução da transmissão vertical da sífilis e do HIV em estados e municípios brasileiros. O Plano Operacional para Redução da Transmissão Vertical (de mãe pra feto) do HIV e da Sífilis vai aumentar a cobertura da testagem para HIV e sífilis no pré-natal, aumentar a cobertura de tratamento nas gestantes com sífilis, incluindo os parceiros sexuais, ampliar a cobertura das ações de profilaxia da transmissão vertical do HIV e da sífilis em gestantes/parturientes e em crianças expostas.

 

Conceito

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode se manifestar em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença.

 

A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se.

 

Sinais e sintomas

Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

 

Após algum tempo, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.

 

Recomenda-se procurar um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado, dependendo de cada estágio. É importante seguir as orientações médicas para curar a doença.

 

Sífilis congênita

A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal.

 

Anualmente, 3 milhões de mulheres dão à luz no Brasil. A incidência de sífilis em parturientes é quatro vezes maior que a da infecção pelo HIV.

 

Fonte Departamentos de DSTs e AIDS do Ministério da Saúde

 

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