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Estudo revela que aborto inseguro é uma das principais causas de morte materna no Brasil

29/06/2010

O aborto realizado em condições inseguras figura entre as principais causas de morte materna e é motivo de discriminação e violência institucional contra as mulheres nos serviços de saúde. Esse é um dos resultados de pesquisas realizadas pelo Grupo Curumim (PE) e Ipas Brasil (RJ), e que foram apresentadas na última segunda (28), na palestra O impacto da ilegalidade do aborto na saúde das mulheres e nos serviços  de saúde em cinco estados brasileiros: subsídios para o debate político. Os estudos, que foram realizados nos estados de Pernambuco, da Paraíba, Bahia, do Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, visam gerar debates sobre a realidade do abortamento inseguro e o impacto da ilegalidade na saúde e na vida das mulheres e nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

As principais causas de morte materna no Brasil, apontadas pela pesquisa nacional de 2002, sob o patrocínio do Ministério da Saúde, foram a hipertensão arterial, as hemorragias e o aborto. Todas essas causas são consideradas evitáveis. Criminalizar o aborto não impede a sua prática. Muito pelo contrário, vulnerabiliza as mulheres mais pobres e dificulta o atendimento nos serviços de saúde, pois ao ser tratado ainda como um crime, pecado, estigma e tabu, faz com que muitos profissionais se recusem ou posterguem atender as mulheres que chegam em situação de abortamento, afirma Paula Viana, coordenadora do Grupo Curumim e secretária das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro.

 

Entre os principais resultados das pesquisas, estão:

 

- Mulheres negras morrem muito mais em consequência de abortos inseguros, quando analisada a variável raça/cor;

 

- Mulheres que tiveram complicações por aborto estão entre as pacientes mais negligenciadas quanto aos cuidados de promoção da saúde reprodutiva e não são encaminhadas a serviços e profissionais capacitados;

 

- Há predominância de mulheres jovens, entre 20 e 29 anos, nos diagnósticos de aborto espontâneo e aborto por razões médicas;

 

- Nos cinco estados, a intervenção mais utilizada para assistir mulheres que abortaram é a Curetagem Pós-aborto (CPA), procedimento mais caro e que oferece mais riscos de infecção para as mulheres, na

contramão da indicação do Ministério da Saúde de utilizar a Aspiração Manual Intra-uterina (AMIU);

 

- Em Salvador (BA) e Petrolina (PE), o aborto inseguro foi a primeira causa de morte materna.

 

Além do Grupo Curumim e do Ipas Brasil, a elaboração dos dossiês contou com a parceria de diversas organizações, como Cfemea, Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, Rede Feminista de Saúde,  Articulação de Mulheres Brasileiras, Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, Cunha Coletivo Feminista,  IMAIS-BA, Coletivo de Jovens Feministas de Pernambuco, Rede Mulheres em Articulação da Paraíba e Articulação de Mulheres do Mato Grosso do Sul.

 

Para acessar os resumos das pesquisas, vá na seção Direitos Reprodutivos no link http://www.grupocurumim.org.br/site/imprensa.php

 

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