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América Latina busca solução para crescimento da urbanização

28/10/2010

A América Latina e o Caribe registram uma das mais altas taxas de urbanização do planeta. A população urbana da região aumentou cerca de 240% nos últimos 30 anos, enquanto a população rural cresceu apenas 6,1%. Isso demonstra o crescimento desordenado e a falta de políticas que favoreçam e incentivem a população a permanecer ou se dirigir para as áreas rurais.

 

Para discutir os impactos desta concentração de pessoas em áreas urbanas é que será realizada amanhã (28), em Assunção, no Paraguai, uma reunião com o tema "América Latina e a Questão do Habitat". A Rede Habitat da Argentina e demais movimentos sociais da região se articulam para favorecer o debate e fazem campanha por um "Habitat Social para um mundo urbano e rural".

 

No evento serão pensadas propostas para Assentamentos Humanos - social, econômico e ambientalmente sustentáveis, além de políticas para habitação e moradia no continente, já que, além dos problemas sociais, esta crescente urbanização também causa danos ao meio ambiente.

 

O percentual da população urbana latino-americana passou de 71%, em 1990, para 77% em 2007, ou seja, 572 milhões de habitantes, transformando a América Latina no continente mais urbanizado do planeta. Países como Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela apresentam taxas de urbanização superiores à 86%.

 

Pesquisas apontam que entre os anos de 2000 e 2030, a população urbana da região deve aumentar entre 394 milhões a 609 milhões de habitantes. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que em 2020 o percentual da população urbana da região irá superar o dos países desenvolvidos.

 

Estima-se que até 2030 a população urbana da América Latina alcance o número de 607,7 milhões de habitantes, e que o grau de urbanização seja de 84%. Seguindo os ritmos atuais de crescimento é esperado que até 2015, duplique o número de mega-cidades na região, e que além de Buenos Aires (Argentina), São Paulo (Brasil) e Cidade do México (México), as cidades de Bogotá (Colômbia), Lima (Peru) e Rio de Janeiro (Brasil) também se transformem em ‘megalópoles’.

 

Entretanto, ao invés de significar apenas em melhorias, a urbanização está associada cada vez mais a problemas sociais persistentes, que podem ser exemplificados através do déficit habitacional, subemprego, falta de serviços básicos, problemas de saúde, ruptura da família e desestrutura social.

 

De acordo com o setor de habitação das Nações Unidas, entre os anos de 1990 e 2000 o déficit de moradias no continente latino-americano aumentou de 38 para 52 milhões de lares.

 

Os serviços de abastecimento de água e saneamento básico também acabam sendo insuficientes, causando mais um problema público para os governos da região. Nas áreas urbanas, existem cerca de 20 milhões de habitantes sem acesso aos serviços melhorados de água potável e 65 milhões sem acesso aos serviços de saneamento.

 

Acompanhando o crescimento urbano, problemas como população de rua, pobreza e desemprego, também aumentam. Para superar estes problemas a população tenta garantir sua renda no trabalho informal. Em cidades como México (DF), Lima (Peru) e Quito (Equador), mais de 40% da população se emprega no setor informal.

Com informações da CEPAL e do Programa das Nações Unidas sobre Assentamentos Urbanos (ONU - Habitat).

 

Fonte: Tatiana Félix, da Adital

 

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