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Cairo+20 é tema de Seminário em São Paulo

09/11/2010

A parceria entre a Rede Feminista de Saúde, Faculdade de Saúde Pública da USP e o Núcleo de Estudos sobre População da Unicamp resulta na organização do Seminário Nacional Em Direção a Cairo + 20: Agendas Pendentes e Perspectivas em Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos a ser realizado no próximo dia 19 de novembro, em São Paulo. O evento conta com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas, UNFPA, e terá lugar no auditório João Yunes da Faculdade de Saúde Pública, Avenida Dr. Arnaldo, 715, próximo ao Metrô Clínicas, no período das 8 horas às 18 horas.

 

O objetivo do seminário é abrir espaço para debater as avaliações realizadas no processo de Cairo + 15, quando o Programa de Ação da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (Cairo 1994) completou 15 anos de existência e as perspectivas da sociedade, em particular do movimento de mulheres e feminista para a consecução dos seus objetivos e metas, a serem avaliados em 2014.

 

Vinte anos da Rede

O Seminário abre, ainda, as comemorações dos 20 anos de existência da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos que serão completados em agosto de 2011. Desde a sua fundação, a Rede vem marcando sua atuação no debate sobre o caráter das políticas públicas de saúde e o fortalecimento da interlocução com os diversos setores da sociedade envolvidos na luta pela saúde integral das mulheres e pelos direitos sexuais e direitos reprodutivos.

 

A programação a ser abordada aponta uma retrospectiva histórica desde Cairo 1994 a Cairo +15 e avanços na implementação de políticas públicas para as mulheres apontando para o futuro, em direção a Cairo + 20 para verificar as agenda pendentes e perspectivas em saúde, direitos sexuais e direitos reprodutivos. Em 2009 ocorreu avaliação do cumprimento deste programa, tendo como base as Metas do Milênio, tema que igualmente merece discussão.

 

Na coordenação geral do Seminário Nacional em  Direção a Cairo+20 estão Augusta Thereza de Alvarenga,  Faculdade Saúde Pública/ USP; Margareh Arilha, NEPO/Unicamp; Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos, RFS/Regional São Paulo e Telia Negrão, Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos.

 

Basta! A violência contra as mulheres causa danos, discrimina e mata

Com o chamada à ação  acima, a Rede Feminista de Saúde e a Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe – RSMLAC estão juntas, mais uma vez,  na Campanha 25 de Novembro – Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres. Neste ano de  2010, a RSMLAC foca  seu chamado à ação na denúncia da violência sexista como uma grave violação dos direitos humanos das mulheres e meninas. De acordo com a Organização, a  violência de gênero provoca impactos sociais, culturais, políticos e afeta, também,  a economia e o desenvolvimento dos países.  Para a RSMLAC este fenômeno deve ser encarado como prioritário na agenda da saúde pública da região.

 

O objetivo principal deste 25 de Novembro é que se promova ações  que estimulem um maior compromisso social por parte dos Estados “para prevenir, punir e erradicar a violência contra mulheres e meninas e oferecer plena  defesa dos direitos humanos e promoção da saúde integral”. Neste ano, a RSMLAC  está integrando a Campanha Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas às ações do Dia Internacional da Não Violência. A Campanha está sendo desenvolvida, desde o início do ano, em quatro países da região – Bolívia, Brasil, Guatemala e Haiti – e tem como proposta desnaturalizar e eliminar a aceitação social de todas as formas de violência contra as mulheres nos diversos níveis sociais.

 

A Ponto Final  busca mexer com as consciências, questionando padrões culturais e visa novas posturas individuais e coletivas. No Brasil, a coordenação executiva é da Rede Feminista de Saúde e reúne na coordenação geral a Rede de Homens pela Equidade de Gênero - RHEG; Agende - Ações de Gênero, Cidadania e Desenvolvimento e Coletivo Feminino Plural. No documento do Chamado à Ação 2010, a RSMLAC  destaca que a  Ponto Final  também está integrada à campanha mundial das Nações Unidas “Diga NÃO para a violência contra as mulheres lançada em 2008.

 

No Brasil, a Ponto Final  passará  incidir também na Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, realizada em 130 países, de 25 de Novembro a 10 de Dezembro. A campanha no país começa antes, no próximo dia 20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra - ,para acentuar a condição de opressão de gênero, raça e etnia vivida pelas mulheres negras brasileiras.

 

Sobre a data

A comemoração desta data - 25 de Novembro -  tem sua origem no Primeiro Encontro Internacional Feminista, celebrado em 1980, quando foi proposta a referida data em homenagem às três irmãs Mirabal - Pátria, Minerva e Maria Tereza - , ativistas políticas, brutalmente assassinadas nesse dia na República Dominicana. Em março de 1999, uma resolução das Nações Unidas – ONU – é assinada, declarando 25 de novembro o Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres reverenciando as três dominicanas.

 

Fonte: Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

 

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