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Inesc traça perfil da próxima bancada ruralista

26/11/2010

Pautada pelo desenvolvimento do agronegócio a qualquer custo, a bancada ruralista na Câmara dos Deputados reúne – na atual legislatura – 117 parlamentares diretamente interessados nas questões da terra. Deste total, 51% foram reeleitos em outubro para mais quatro anos de mandato.

 

De acordo com os critérios de identificação do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), dos 117 deputados que integravam a bancada anterior, seis foram impedidos de se candidatar e 20 não tentaram a reeleição. Dos 91 que se candidataram, 31 foram derrotados e 60 reeleitos. Assim, considerando os 117 iniciais, 51,3% dos ruralistas foram reeleitos.

 

No entanto, se considerarmos os 91 parlamentares que se candidataram às eleições de 2010, o percentual de reeleição sobe para 65,9%. “Analisando dessa forma, os números se adaptam a todos os discursos” ressalta o assessor do Inesc para Políticas de Soberania Alimentar e Nutricional, Edélcio Vigna.

 

Segundo ele, o núcleo duro da bancada se manteve com a reeleição dos deputados Ronaldo Caiado (DEM-GO), Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Darcísio Perondi (PMDB-RS), Abelardo Lupion (DEM-PR), Moacir Micheleto (PMDB-PR), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Paulo Bornhausen (DEM-SC) e Sandro Mabel (PR-GO).

 

Porém, ruralistas importantes como Mendes Thame (PSDB-SP), Gerson Peres (PP-PA), Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), Odílio Balbinotti (PMDB-PR), Raul Julgmann (PPS-PE), Valdir Colatto (PMDB-SC) e Vadão Gomes (PP-SP) não foram reeleitos. “A bancada ruralista na Câmara dos Deputados sofreu perdas importantes, mas deve se reagrupar na próxima legislatura. E não podemos esquecer que o grupo se fortaleceu no Senado Federal”, ressalta o assessor. Este crescimento é explicado, em parte, pela eleição dos atuais deputados federais Waldemir Moka (PMDB-MS) e Ciro Nogueira (PP-PI), que vão reforçar, o campo agrário-empresarial liderado pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

 

Articulação para o próximo mandato

Nos próximos quatro anos, a bancada deve forçar a aprovação do novo código florestal, que estimula o desmatamento e está em tramitação na Câmara dos Deputados; vai continuar a obstruir a assinatura do decreto que atualiza os índices de produtividade; voltará a pressionar o governo pela renegociação da dívida agrária; e disputará a indicação para o Ministério da Agricultura e as presidências das Comissões de Agricultura e do Meio Ambiente, tanto na Câmara quanto no Senado.

 

O Inesc foi uma das primeiras organizações brasileiras a acompanhar as articulações e a monitorar a bancada ruralista. Segundo Edélcio, a instituição vai continuar se posicionando a favor da reforma agrária, da agricultura familiar e camponesa, da soberania e da segurança alimentar. “Essa posição coloca o Inesc em oposição à bancada ruralista, que é contra a reforma agrária e pelo agronegócio exportador. O Inesc defende os direitos dos agricultores e agricultoras familiares e dos povos tradicionais e, a cada ano, aprimora os seus critérios de identificação e participação qualificada”, alerta Vigna.

 

Fonte: Inesc

 

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