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Fórum Social Mundial 2011

29/11/2010

Por Damien Hazard*

 

O 11º aniversário do Fórum Social Mundial (FSM) será celebrado na África no início do ano que vem. Depois de Belém, em janeiro 2009, o maior encontro mundial da sociedade civil organizada terá como sede a capital do Senegal, Dacar, entre os dias 6 e 11 de fevereiro de 2011. São esperadas dezenas de milhares de pessoas oriundas de organizações e movimentos sociais e culturais de todo o planeta.

 

Para dar continuidade a este processo de construção, as organizações dos comitês internacional, africano e senegalês do FSM realizaram a sua última reunião preparatória conjunta, nos dias 9 a 12 de novembro passado. O Brasil esteve presente, representado por diversas entidades, como a Associação Brasileira de ONGs (ABONG), a CUT, Ibase, Geledés, Vida Brasil, Instituto Paulo Freire... O palco desse encontro foi a Universidade Cheick Anta Diop, que herdou o nome de um dos maiores cientistas e pensadores do continente, um dos pais do Pan-africanismo.

 

A maior parte da programação do FSM ocorrerá no imenso campus dessa universidade, próxima à orla da península de Cabo Verde, onde está situada Dacar. E também na linda, profunda e histórica Ilha de Gorée, conhecida por ser um dos principais portos de embarcação de africanos escravizados, por onde passaram muitos dos ancestrais dos povos baiano e brasileiro. Diversas atividades ainda estão previstas, em bairros periféricos da cidade: os movimentos sociais senegaleses estão se organizando para envolver a população e estimular a troca de experiências com movimentos do resto do mundo.

 

Depois de Nairóbi (Quênia), em 2007, é a segunda vez que o continente africano abriga o FSM. Porém, o formato e o conteúdo da edição de Dacar prometem ser diferentes. O contexto político internacional não é mais o mesmo. A crise financeira e econômica iniciada em 2008 e o agravamento da problemática das mudanças climáticas revelaram explicitamente não só a insustentabilidade, mas o esgotamento do modelo capitalista dominante.

 

O grito lançado de Porto Alegre para o mundo nas primeiras edições do evento, desafiando o Fórum Econômico de Davos, tinha conseguido derrubar a citadela do pensamento único neoliberal, para qual o destino do planeta é a globalização econômica e financeira. Hoje, não só “um outro mundo é possível” mas este, mais do que nunca, tornou-se necessário! Já teria começado?

 

Um dos grandes desafios do FSM consiste em traçar alternativas, com base nas experiências existentes, para o um novo modelo de desenvolvimento, um novo projeto de sociedade, socialmente justo e includente e ambientalmente sustentável. Para isso, além das tradicionais atividades autogestionadas, serão organizadas assembleias temáticas e de convergência entre os movimentos e organizações presentes e no último dia uma assembléia das assembléias, onde convergências globais deverão ser traçadas.

 

Se o grande diferencial do FSM em Belém residiu nas vozes dos povos indígenas pan-amazônicos, desta vez, será o encontro e o diálogo da África e das suas diásporas.

 

Após a marcha de abertura, o segundo dia será dedicado às temáticas ligadas à questão, que incluem não só as problemáticas do continente africano, como também das migrações para os países ditos do Norte. E ainda a discriminação social que se constitui como um dos principais fundamentos da desigualdade social em muitas sociedades multirraciais, como no Brasil...

 

Os movimentos sociais brasileiros e baianos devem fazer o possível para estar presentes em Dacar. Não só porque o FSM é o maior exemplo de uma outra globalização, uma globalização solidária que faz um contraponto à globalização econômica e financeira, mas também porque essa relação histórica que une o Brasil ao continente africano traz elementos de resposta para construção desse outro mundo. Há necessidade agora de buscar os apoios necessários para viabilizar essa participação. As inscrições já estão abertas, através do site www.fsm2011.org.

 

* Economista, coordenador da ONG Vida Brasil, co-diretor executivo da ABONG (Associação Brasileira de ONGs)

 

Fonte: A Tarde

 

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