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Organizações sociais acreditam que COP16 pode repetir fracasso de Copenhague

30/11/2010

Começa nesta segunda-feira (29), em Cancún, no México, a 16ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP16). Na visão de movimentos e organizações sociais, a reunião, que segue até o próximo dia 10 de dezembro, promete repetir o fracasso da COP15, ocorrida no ano passado em Copenhague, na Dinamarca.

 

Para Alberto Gómez, integrante da coordenação internacional da Via Campesina, a COP 16 será "um fracasso que afetará o futuro da humanidade". Isso porque, de acordo com ele, em vez de a Conferência ser um espaço dedicado a discussão e denúncia contra os governos que favorecem o capital em detrimento dos interesses dos povos, a COP16, ao que tudo indica, pretenderá fortalecer estratégias que possibilitem às grandes empresas lucrar com a crise climática.

 

"Já podemos dizer que, no processo de negociações rumo à Cancún, impuseram-se os interesses das transnacionais e virá um forte impulso para um esquema financeiro que obrigue os países a entrar em um ajuste climático mercantilista", afirmou Gómez a Alfredo Acedo, jornalista da União Nacional de Organizações Regionais Campesinas Autônomas (Unorca).

 

O coordenador da Via Campesina explica que alguns documentos de organizações e movimentos sociais foram retirados das discussões da COP16 com a intenção de dar destaque às "falsas soluções" para a crise climática, como o mercado de carbono e a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD).

 

Em relação aos documentos retirados das discussões da Conferência de Cancún, Gómez refere-se ao "Acordo dos Povos", texto que apresenta propostas de movimentos e organizações sociais reunidas no mês de abril em Cochabamba, na Bolívia.

 

De acordo com comunicado divulgado pelo governo boliviano na semana passada, na última quarta-feira (24), a presidente do Grupo Especial de Cooperação Longa divulgou um documento que pretende legitimar o "Copenhagen Accord". Tal documento, segundo o comunicado, "elimina todas as propostas da Conferência Mundial dos Povos, realizada na Bolívia", como o estabelecimento de um Tribunal Internacional de Justiça Climática e a aplicação dos direitos de indígenas e migrantes climáticos em situações relacionadas à mudança climática.

 

Além disso, o novo documento convida o Banco Mundial a ser o administrador do fundo climático, limita a quantia de financiamento para a mudança climática a 100 bilhões de dólares, promove o estabelecimento de mecanismos REDD e não garante a plena participação de povos indígenas e comunidades locais sobre as matas.

"Em síntese, o novo texto não reflete várias propostas realizadas pelo G77+China e não leva em conta as principais propostas da ‘Primeira Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança Climática e Direitos da Mãe Terra’, que recolheu os projetos de mais de 35.000 delegados reunidos em abril passado na cidade de Cochabamba, Bolívia", destacou o comunicado.

 

Na última sexta-feira (26), Evo Morales, presidente da Bolívia, lamentou a ausência de suas propostas na Conferência de Cancún e também alertou para o risco de fracasso da COP16, a qual precisa ter um envolvimento tanto de Governos quanto de organizações sociais.

 

"Os países ricos retiraram dos documentos de trabalho as ambiciosas propostas de uma conferência mundial de movimentos sociais, realizada em abril passado na Bolívia, em benefício de projetos que levaram ao fracasso a prévia cúpula climática de Copenhague", lamentou.

 

Atividades

Organizações e movimentos sociais já estão mobilizados para denunciar e lançar propostas alternativas à COP16. De acordo com Alberto Gómez, membro da coordenação da Via Campesina, desde ontem (28), caravanas internacionais começaram a denunciar a devastação ambiental e social promovida pelo Governo mexicano no país.

Segundo ele, a partir da próxima quinta-feira (2), Via Campesina - juntamente com Assembleia Nacional dos Afetados Ambientais, Sindicato Mexicano de Eletricistas, e Movimento de Liberação Nacional - organizará um acampamento em Cancún para denunciar o Governo e convidar a população a também se manifestar por medidas eficazes contra a crise climática.

 

Fonte: Karol Assunção, da Adital

 

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