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Diretora-Geral da UNESCO lança mensagem no Dia Mundial de Luta contra a AIDS

01/12/2010

A diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, lançou nesta quarta-feira (1°), Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, uma mensagem em que demonstrou otimismo e cautela em relação ao combate à infecção pelo HIV. De acordo com um relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, pela primeira vez em anos, as taxas de novas infecções por HIV estão caindo ou se estabilizando na maioria das regiões do mundo. Entre 2001 e 2008, 15 países chaves da África Subsaariana apresentaram um declínio de mais de 25% no número de novos casos de HIV entre jovens.

 

No entanto, alerta Irina Bokova, esta queda entre os jovens não é universal. No mundo inteiro mais de 60% de todos os jovens que vivem com HIV são mulheres. As jovens ainda carregam uma grande carga de infecção. Em muitos países, as mulheres enfrentam o maior risco de infecção antes dos 25 anos de idade.

 

Leia abaixo a íntegra da carta.

 

Mensagem

O Dia Mundial de Luta contra a AIDS é uma ocasião propícia para relembrarmos as devastadoras perdas causadas pelo impacto do HIV e da AIDS sobre pessoas, os lares e as comunidades do mundo todo. É, também, uma chance de analisarmos em que ponto nos encontramos hoje em dia no combate à epidemia. A doença continua a ser um grande desafio global, mas este ano eu tenho o prazer de trazer uma mensagem de progresso.

 

As taxas de novas infecções por HIV estão caindo ou se estabilizando na maioria das regiões do mundo. No início deste ano, um relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS mostrou que, entre 2001 e 2008, 15 países chaves da África Subsaariana apresentaram um declínio de mais de 25% no número de novos casos de HIV entre jovens. De forma geral, as quedas na prevalência de HIV são mais notáveis entre os jovens na faixa etária de 15 a 24 anos, evidenciando comportamentos e práticas mais seguros, inclusive iniciação sexual mais tarde, redução do número de parceiros e aumento no uso de preservativos. Estas tendências colocam os jovens no cerne das medidas de prevenção do HIV – como defende o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS e seus copatrocinadores, inclusive a UNESCO.

 

No entanto, esta queda na prevalência entre os jovens não é universal. Tampouco é igual. No mundo inteiro mais de 60% de todos os jovens que vivem com HIV são mulheres. As jovens ainda carregam uma grande carga de infecção. Em muitos países, as mulheres enfrentam o maior risco de infecção antes dos 25 anos de idade.

A educação é essencial para obtermos bons resultados. Na escola, as meninas obtêm o conhecimento, as habilidades e a confiança necessários para adiarem o casamento e a atividade sexual. As taxas de infecção por HIV caem para a metade entre as pessoas que terminam o ensino fundamental. Estima-se que a conclusão do ensino fundamental resultaria na prevenção de 700.000 casos adicionais de HIV ao ano.

 

A frequência à escola é extremamente benéfica por si só, mas quando voltada à educação preventiva ela se torna vital. As evidências mostram que a educação preventiva de qualidade pode moldar os conhecimentos e as atitudes dos jovens em relação ao HIV e à AIDS. Ela pode construir novas habilidades e assentar as bases para as mudanças de comportamento necessárias em tantas sociedades.

 

Nós estamos trabalhando neste sentido. Em dezembro de 2009, a UNESCO publicou o documento “Orientação técnica internacional sobre educação em sexualidade”, em colaboração com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Fundo das Nações Unidas para a População e a Organização Mundial da Saúde. Trata-se de uma grande contribuição de apoio aos esforços que fortalecem a prevenção do HIV junto aos jovens. Publicada em dois volumes, a Orientação Técnica apresenta aos alunos objetivos baseados em evidências e orientados a faixas etárias específicas, para que estes possam fazer escolhas responsáveis sobre suas relações sexuais e sociais em um mundo afetado pelo HIV.

 

A UNESCO contará com todos seus pontos fortes para seguir adiante, começando com um mandato multidisciplinar e uma grande capacidade de promover abordagens com base em direitos. Nossa Plataforma Intersetorial sobre HIV e AIDS congrega os recursos de todos os setores, institutos e escritórios da UNESCO. Nosso objetivo é promover respostas inclusivas à epidemia, com exatidão científica e oportunidade cultural, que considerem também a dimensão de gênero.

 

Não podemos deixar o progresso escapar de nossas mãos. Principalmente em tempos de austeridade econômica, é necessário que permaneçamos comprometidos a manter e aprofundar os ganhos obtidos com trabalho árduo contra a epidemia. A UNESCO e seus parceiros devem encontrar formas mais eficientes de combater os fatores sociais e estruturais que possibilitam que a epidemia continue a ser um desafio global. Entre estes, a desigualdade de gênero, o estigma e a discriminação tão comuns nos dias de hoje.

 

As evidências são claras. Utilizar a educação para aumentar a autonomia dos jovens para que estes tomem decisões informadas deve ser o elemento central da prevenção. Os esforços da UNESCO para garantir educação de qualidade para todos, assim como nossas ações em apoio às Metas de Desenvolvimento do Milênio, estão alinhados a este objetivo. O Dia Mundial de Luta contra a Aids nos inspira a continuarmos a trabalhar neste sentido.

 

Irina Bokova,

Diretora-Geral da UNESCO

 

Fonte: UNESCO

 

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