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Redes e articulações debatem desafios para o aprofundamento da democracia

16/08/2010

Que estratégias devem ser assumidas pelos movimentos sociais para impulsionar avanços nas conquistas democráticas das últimas duas décadas? Como fortalecer a sociedade civil diante das mudanças na conjuntura política e econômica do país e frente ao recuo da cooperação internacional em relação ao Brasil?

 

Essas e outras questões foram discutidas por redes e articulações de movimentos sociais das várias regiões do país, reunidas no último dia 04, em Salvador, por ocasião do encontro do Programa de Apoio Estratégico da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço). Para o debate, foram convidados Domingos Armani, sociólogo, e Carmen Silva, do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia e Articulação de Mulheres Brasileiras.

 

Capacidade de incidência pública

“Para o aprofundamento da democracia no Brasil, é necessário que os movimentos e organizações busquem ter incidência pública não apenas frente ao Estado, mas também sobre a sociedade como um todo, para angariar apoio para realizar as mudanças de padrões culturais que reproduzem as desigualdades”, afirmou Carmen Silva. Isso exige dos movimentos a capacidade de reinventar as formas de diálogo com a sociedade e inovar na estética das manifestações, possibilitando o reconhecimento de suas causas como problemas públicos, como injustiças sociais a serem enfrentadas conjuntamente.

 

Domingos Armani também chamou a atenção para a necessidade de inovação no campo dos movimentos populares. “Estamos vivendo um período de transição, em que nossas certezas estão sendo colocadas à prova e nosso olhar, desafiado a se complexificar”, declarou, enfatizando a necessidade de influência da sociedade civil organizada para a democratização de campos estratégicos para o avanço dos direitos humanos, como o poder judiciário, os meios de comunicação, o sistema eleitoral e os espaços de participação popular já conquistados. Além disso, ressaltou a necessidade de uma interlocução crítica com o setor empresarial brasileiro, considerando o poder deste setor. “Esse é um assunto que deve estar na agenda estratégica das organizações da sociedade civil. Não se trata apenas de uma discussão sobre o acesso a recursos da chamada Responsabilidade Social Empresarial”.

 

De acordo com Carmen e Domingos, um outro ponto fundamental a ser debatido de maneira profunda é o modelo de desenvolvimento que vem sendo adotado no Brasil, considerando seus impactos ambientais, dilema que deve se aprofundar no próximo governo, independente do resultado das eleições.

 

O papel das redes e articulações

“A ação em rede é uma ação de teimosia: não é o caminho mais fácil”, declarou o representante de uma das redes apoiadas no PAE, para ressaltar o exercício democrático exigido pelo trabalho articulado entre organizações e movimentos diversos. De fato, o debate reafirmou as redes e articulações como experiências valiosas de convivência entre diferentes, com grande potencial de aprofundar valores democráticos e ampliar a coerência entre “o que somos, o que fazemos e o que desejamos”.  Para isso, no entanto, ficou como desafio apostar mais firmemente no fortalecimento do conjunto dos movimentos sociais, investindo na construção de convergências e redefinição de campos comuns de crenças e valores.

 


Redes e Articulações apoiadas no PAE – Programa de Apoio Estratégico da CESE

Grupo de Intercâmbio de Agricultura Sustentável do Mato Grosso (GIAS);
Fórum de Quilombos Educacionais da Bahia (FOQUIBA);

Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia (RMERA);

Rede Ecumênica de Juventude (REJU);

Rede de Mulheres Produtoras do Nordeste (RMNE);

Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME);

Rede Puxirão dos Povos e Comunidades Tradicionais - Paraná

 

Fonte: Boletim da CESE

 

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