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Movimentos reivindicam inserção do Acordo dos Povos na pauta da COP 16

03/12/2010

Que se façam "milhares de Cancun pela justiça climática". Este pedido está sendo feito pela Coordenadora Latino-Americana de Organizações do Campo - Cloc/Via Campesina a fim que homens, mulheres e crianças se unam e se mobilizem em favor da vida e do desenvolvimento de um futuro saudável para o planeta.

 

A 16ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP16), que acontece desde o dia 29, é a oportunidade de mostrar que os povos e os movimentos sociais estão empenhados e dispostos a empreender um debate para encontrar as melhores saídas para as mudanças climáticas. É também o momento para mostrar a insatisfação com um modelo desenvolvimentista que só agride o meio ambiente e aprofunda a crise climática.

 

Hoje, a proposta mais bem aceita e defendida por movimentos e organizações sociais e ambientais é o ‘Acordo dos Povos’, criado este ano em Cochabamba, na Bolívia, durante a Cúpula pela Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra. O documento apresenta um diferencial singular: o fato de ter sido construído por meio de debates e propostas elaboradas pelos próprios povos e movimentos.

 

O Acordo dos Povos segue em direção aposta ao pensamento mercantilista e vê os recursos naturais como bens que não podem ser explorados indiscriminadamente, como vem sendo feito. Além disso, o documento rechaça o ‘progresso ilimitado’ e entende que esta ideia é a principal responsável pelo desastre ambiental vivido nos últimos tempos.

 

Por esse diferencial, uma das principais demandas defendidas pelos povos e movimentos é que o Acordo seja levado para a COP 16 e discutido como uma proposta séria e viável. Por seu caráter popular, a intenção é que o Acordo seja discutido dentro da cúpula climática com a participação de que o construiu.

Em declaração, Cloc e Via Campesina sustentam a afirmação de que é falida uma cúpula climática que restringe a participação dos interessados no processo de busca por alternativas reais para mudar o rumo das transformações climáticas negativas.

 

"Declaramos o fracasso da Cúpula Climática de Cancun ao querer impor um ‘acordo’ ilegítimo, visto que as mesas de negociação prévia estão sendo gerenciadas por um punhado de países à margem do processo genuíno de negociações multilaterais. Consideramos que estão recorrendo à chantagem para que tal imposição prospere".


Caravanas 'Pela Vida e a Justiça Ambiental e Social'

No marco das mobilizações em prol do clima que estão marcando a COP 16, membros de movimentos e organizações sociais estão percorrendo o México, divididos em caravanas, para conhecer o rastro de destruição deixado por mega-projetos hidrelétricos e de mineração, por políticas de privatização e desrespeitos aos direitos humanos, sociais e trabalhistas do povo mexicano.

 

Durante a caminhada, os integrantes de uma das caravanas puderam conhecer de perto histórias como a da ‘morte’ do rio Lerma Santiago, contaminado após a urbanização selvagem da cidade de El Salto, em Jalisco. A chegada das indústrias transformou o cenário da cidade e fez com um dos principais orgulhos da população, fosse lembrado pela morte de Miguel Ángel López Rocha, que após cair no rio morreu vítima de envenenamento por metais pesados, ácido sulfídrico e arsênico.

 

As quatro caravanas que saíram de diversas partes do México deverão de encontrar no Distrito Federal e depois seguir rumo a Cancun, onde a Via Campesina montou um acampamento que será palco de manifestações até o dia nove de dezembro.

 

Fonte: Natasha Pitts, da Adital

 

 

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