ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Misereor
  • REDES

    • Mesa de Articulación

Encontro de TVs Públicas e Culturais da América Latina é realizado em Recife

05/01/2011

O que é uma programação de qualidade na televisão? Esta é uma pergunta ampla e que pode perpassar, naturalmente, a subjetividade de cada um. Durante o debate Programação de Qualidade na TV, que aconteceu no  Encontro de TVs Públicas e Culturais da América Latina, realizado de 06 a 08 de dezembro,  no Recife, a relativização do que seria esta qualidade foi ponto-chave das discussões. As diversas participações pontuavam a questão:  “o que é bom para mim talvez não seja para você”.

 

No entanto, “a televisão, como uma concessão pública, deve ter qualidade, teoricamente, de acordo com a legislação”, ressaltou Valter Vicente Sales, diretor-executivo do SESC TV. Segundo Vicente Sales, as concessões são públicas e, sendo assim, o conteúdo produzido deve estar comprometido com a sociedade, em função do bem comum. No mesmo sentido, Newton Cannito, Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), acrescentou que também não é o Estado deve impor o padrão de qualidade.

 

E, em meio a ponderações do que é qualidade ou não, os debatedores, além de questionarem a produção e o fazer do conteúdo para a TV Pública, apontaram caminhos para um processo de criação qualitativo, que teria como conseqüência conteúdos críticos, bem elaborados e diversificados.

 

Omar Rincón, professor da Pontificia Universidad Javeriana, de Bogotá, disse que a qualidade da produção está na forma de contar. Cannito também concordou. O atual Secretário do Audiovisual afirmou que o que distingue positivamente a TV pública é a possibilidade de ela funcionar como um laboratório de formatos. Ela estaria à frente da TV comercial nesse sentido. Para o secretário, deve-se  priorizar a forma de contar as histórias, transgredindo a estética padrão.

 

Já Omar não descartou tão facilmente a importância do conteúdo para se ter bons programas na TV.  De acordo com o palestrante, para se ter qualidade de programação, deve-se unir criatividade e tecnologia, sem esquecer das histórias. Segundo  Rincón, o cotidiano – a cidade viva – é a fonte destas narrativas. Conteúdo de qualidade provém, como ele denominou, do “entretenimento popular ou conversação cotidiana”. Rincón destacou um conceito que chamou de cidadania celebrity. Ele explica: “temos que transformar o taxista do centro em um Brad Pitt”, brinca.

 

Valter Sales, todavia, enriqueceu a discussão com um ponto central: a formação do comunicador. Em tempos de incansável discussão sobre a obrigatoriedade ou não do diploma universitário para jornalistas, pontuar a formação do estudante de comunicação num encontro latino-americano é pertinente. O diretor-executivo do SESC TV destaca que “um passo para entender a TV de qualidade é o comprometimento com a comunicação pública, podendo as universidades e cursos técnicos formar profissionais vocacionados à comunicação pública, com uma visão crítica do processo de produção”.

 

O debate é finalizado com a fala de Rincón. Ele reiterou, nas discussões,  que as televisões devem deixar que “o povo faça TV” para se ter uma programação de qualidade.  Para o colombiano,  o conteúdo de boa qualidade é motivado pela “conexão em direção a algo”.  Segundo o professor, os  produtos não são um fim em si mesmo, devem ser vistos como um processo em rede, que leve sempre a algo mais. No último slide de sua apresentação, Omar aconselha: “se pode, desligue a televisão hoje à noite. E faça a TV”. Resta que a TV esteja aberta a isso.

 

Fonte: OmbudsmanPE

 

PALAVRAS-CHAVE

  • PROJETOS

    • Informação, formação e comunicação em favor de um ambiente mais seguro para a sociedade civil organizada

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - CEP: 01223-010 - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 19h

design amatraca