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Racker ataca servidor e tira site da Universidade Livre Feminista do ar

12/01/2011

Por quase duas semanas o portal de notícias da Universidade Livre Feminista ficou fora do ar. O site foi atacado por um cracker (nome que se dá a um hacker - quem invade computadores). De acordo com a equipe de informática da universidade, o ataque foi preparado com um mês de antecedência. Ele conseguiu invadir o servidor e instalou programas que começaram a funcionar somente um mês depois e paralisaram o sistema da Universidade.

 

Para reverter a situação, a equipe de informática teve que trabalhar no período de festas de final de ano. O site foi liberado esta semana, mas a equipe ainda está fazendo um monitoramento rigoroso, pois é possível que algumas áreas ainda estejam contaminadas e exista a possibilidade do cracker ter deixado outras armadilhas.

 

As informações dão conta de que os sites mais atacados no mundo são justamente aqueles com o perfil semelhante ao da universiade. São os sites que tratam dos direitos das mulheres, de lésbicas, de gays e de negras(os). Os países que mais originam ataques contra esses sites são a Rússia, a China e o Brasil. Isso não significa que os programadores chamados de crackers são desses países (podem ser dos EUA, França ou Israel, por exemplo).

 

Usam servidores do mundo todo para esconder a origem do ataque. Na verdade, só mesmo sistemas avançados como os que há no governo norte-americano e em sistemas internacionais de polícia é que conseguem rastrear esses ataques. Mas eles não são usados para preteger direitos humanos, são usados para sustentar os privilégios de poderosos ou mesmo para promover alguns ataques, como os vistos no caso da WikiLeaks (o site que divulgou os segredos da diplomacia internacional).

 

O site de cursos da Universidade Livre Feminista (www.nota10.org.br) não foi afetado.

 

Reincidência

De acordo com a equipe da universidade, este é o segundo ataque sofrido pela instituição. "No ano passado, chegamos a perder todos os documentos da Biblioteca Feminista (www.bibliotecafeminista.org.br). Isso nos ajudou a escolher uma outra forma de armazenamento dos documentos e, desde então, estamos reconstruindo a Biblioteca Feminista. Hoje ela já conta com grande parte do acervo recomposto e com outras novidades importantes. Por isso, é todos os dias visitada. Quando tivermos recursos, vamos migrar a Biblioteca para um servidor especializado com um software mais seguro".

 

O ataque ocasionou a perda de quinze dias de notícias e informações, fora os dias de trabalho perdidos pela equipe na recuperação do site. Tal fato prejudicou até a cobertura da posse da primeira mulher a assumir a presidência da República.

 

A universidade afirma, porém, que não irá se intimidar: "Vamos tentar recompor tudo e não vamos desistir. Continuaremos a incomodar essas pessoas que atacam mulheres, lésbicas, negras e minorias. Ajude-nos a combater o fundamentalismo machista e racista. Divulgue o nosso site e faça com que mais pessoas nos visitem todos os dias. Façam que notícias sobre movimentos de mulheres nos sejam encaminhadas, que artigos feministas venham para que possamos publicar".

 

Fonte: Universidade Livre Feminista

 

 

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