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Livro registra a história recente do movimento camponês do Bico do Papagaio e do Centru

13/01/2011

O Bico do Papagaio, norte do Tocantins, sul do Pará e oeste do Maranhão, é imortalizado pela violência cometida contra trabalhadores(as) rurais e a pessoas simpáticas a causa da reforma agrária e defesa do meio ambiente. Trata-se de território de aguda disputa pela terra e recursos naturais.

 

No universos de atores sociais em disputa temos pecuaristas, madeireiros, grandes corporações minerais, sojicultores, populações indígenas, trabalhadores(as) rurais, pescadores, ribeirinhos, etc. Entre os muitos rios, Araguaia e Tocantins servem de testemunha.

 

Ao longo dos compassos e descompassos, o movimento camponês tem tido a capacidade de se reinventar, experimentar novas dinâmicas, enfrentar desafios, padecer de refluxos. Nesse redemoinho de mudanças registra-se a ação dos grandes acampamentos realizados na cidade de Marabá, sudeste do Pará, entre os anos de 1997 e 2003.

 

Trata-se de um marco no enfrentamento com o Estado. Até 1997, os trabalhadores não conheciam o orçamento do INCRA de Marabá. E quem diria que no sudeste do Pará eles iriam resistir ao avanço do processo capitalista. Lá estão na região de maior concentração de projeto de assentamento do país. Resultado de anos de luta.

 

Já no oeste e sul do Maranhão, os próprios trabalhadores(as) coordenam uma ONG, o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural (CENTRU). Os mesmos (as) tocam ainda um centro de difusão de tecnologias, por meio de sistemas agroflorestais e várias cooperativas organizadas em uma central.

 

A peleja que reuniu um rosário de gente foi a questão da energia, com base na construção de hidrelétricas. O tema é registrado tendo como ênfase a hidrelétrica de Estreito, planejada para ser erguida na fronteira do Maranhão com o Tocantins, no rio Tocantins.

 

A truculência do Estado e jagunçagem é relatada em dois momentos. O caso da execução do dirigente sindical José Dutra da Costa e no recrudescimento ocorrido no ano de 2001.

 

Uma experiência tem passado desapercebida, a de comunicação popular. Desde o fim de 1970 há registros. Há jornais, rádios comunitárias e até página na rede mundial de computadores.

 

O livro Araguaia-Tocantins: fios de uma História camponesa, autoria de Rogério Almeida, reúne em nove capítulos tais momentos. O mesmo é uma homenagem ao dirigente sindical maranhense Manoel Conceição Santos, que milita há mais de 40 anos em prol da reforma agrária e do meio ambiente.

 

Entre os trabalhos uns foram publicados na Revista Cadernos do Terceiro Mundo/RJ, Revista Sem Terra/SP e Democracia Viva-IBASE/RJ. Um livro, literalmente, apanhado do chão, tem o apoio da rede Fórum Carajás, CPT Balsas/MA, COOPAST.

 

Para compra acesse o site www.forumcarajas.org.br, ou entre em contato pelo e-mail: forumcarajas@forumcarajas.org.br

 

Fonte: Fórum Carajás

 

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