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Em uma semana, seis índios morrem em MT por falta de assistência médica

20/01/2011

Seis índios Xavantes morreram na primeira semana de 2011 em Campinápolis (MT), cidade a 710 km de Cuiabá, por falta de assistência médica.  A denúncia foi feita pelo jornal O Estado de S. Paulo, no dia 11 de janeiro.

 

Quatro crianças morreram de diarreia, uma de pneumonia, e uma índia adulta morreu por complicação de parto.  Além disso, um adulto e duas crianças foram levadas ao hospital de Barra do Garças, e oito crianças estão internadas no hospital da cidade, com sintomas de pneumonia, desnutrição e desidratação, informou ao jornal o chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena do município, xavante Marcos Antonio Tseredzao.

 

Campinápolis é um dos maiores polos da etnia xavante em Mato Grosso, com cerca de 6,8 mil índios distribuídos em 210 aldeias. De 200 crianças nascidas em 2010, 60 morreram em decorrência de doenças respiratórias, parasitárias e infecciosas.

 

Os xavantes reclamam do processo de transição com a saúde indígena.  No ano passado, o governo aprovou uma medida que retirou a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) do atendimento nas aldeias e passou a responsabilidade para a Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai).

 

"Neste processo de transição, estamos abandonados.  A Funasa não atende mais e não existe nenhuma estrutura de atendimento", reclamou o xavante.  A assessoria de imprensa da Sesai negou que tenha havido interrupção no atendimento aos índios.

 

Convênio

Dois dias depois da denúncia do jornal, a Secretaria Especial de Saúde Indígena assinou convênio no valor de R$ 2,07 milhões para contratar, com a ONG Organização Nossa Tribo, 104 novos profissionais de saúde para Campinápolis.

 

Com o reforço de funcionários, a ONG Nossa Tribo passará a contar com 504 pessoas para atender os xavantes.  Em nota, a Secretaria de Saúde dizia ter providenciado a compra de seis novos carros e feito contrato com uma empresa para manutenção da frota.  "Com isso, será possível colocar em campo os 15 veículos atualmente parados por falta de reparo", diz a nota.

 

Em entrevista ao Estadão, o secretário de Saúde de Campinápolis, João Ailton Barbosa, disse que a situação é crítica e que "muitos índios ainda vão morrer" até o dinheiro chegar.  Em novembro, Barbosa havia pedido ajuda em uma Carta Aberta enviada à Secretaria de Estado de Saúde e ao Congresso.  Não obteve nenhum retorno.

 

Fonte: Amazonia.org.br

 

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