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CESE participa de celebrações e da criação de um observatório contra a intolerância religiosa

01/02/2011

Nas celebrações do dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21/01), a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) participou do Seminário promovido pelo Terreiro Axé Abassá de Ogum que discutiu o tema com lideranças dos movimentos sociais e representações religiosas. Ainda como parte das ações voltadas para a promoção da paz e do respeito religioso, a CESE também esteve presente na IV Caminhada contra a Intolerância Religiosa (em Itapuã), dia 21/01.

 

Essas atividades visaram a mobilizar novas pessoas chamando a atenção da sociedade para a luta por justiça e por um mundo de respeito independente de cor, raça, classe social e religião. Durante a Caminhada as representações de Igrejas presentes expressaram em falas e mensagens a valorização desse diálogo. Estiveram presentes lideranças da Igreja Batista Nazareth, Igreja Batista Esperança, Igreja Evangélica Antioquia, Igreja Católica, KOINONIA, dentre outras.

 

Esses encontros desdobraram na formação de dois grupos de trabalhos, um para a criação de um observatório contra a Intolerância e o outro para um Programa Estadual sobre intolerância religiosa. “A formação desses GT’s para acompanhamento das políticas públicas relacionadas à questão racial e à superação da intolerância religiosa é um passo importante uma vez que reúne segmentos diversos que podem fortalecer esta caminhada, além de ser um instrumento que vai monitorar sistematicamente as ações do Estado”, declara Lucyvanda Moura, assessora de projetos da CESE.

 

A cooperante internacional da CESE que é membro da Igreja Unida do Canadá e também esteve presente lamenta não ter tido tantos participantes na caminhada. “Uma celebração coletiva para fortalecer a mensagem de respeito e paz e também aumentar o coro dos que clamam contra a intolerância podia ter mobilizado mais pessoas”, declara Kathleen Stephenson ao reforçar a importância do encontro. No seminário ela disse ter tido mais clareza de todas as violências sofridas pelos terreiros (física, corporal e verbal). “São muitos os depoimentos e relatos dos que sofreram perseguição por manifestar a sua fé. A caminhada foi uma ação de solidariedade e respeito mútuo. Sabemos que momentos como esses não vão resolver ou apagar todos os anos de descriminação e intolerância, mas ações coletivas desta natureza são essenciais no processo”, declara.

 

Para ela, um dos momentos memoráveis da atividade foi a fala das diversas lideranças religiosas que reforçaram a importância da atividade. “O discurso de Padre Oliveira (ICAR) que se referiu às religiões de matriz-africana como um tesouro brasileiro, foi para mim, o momento mais emocionante”, declarou Kathleen.

Além da equipe de Assessoria que tradicionalmente acompanha mais de perto as lutas dos movimentos sociais, a CESE tem estimulado a participação de pessoas de outros setores da equipe como uma experiência de formação e engajamento na luta ecumênica e no diálogo interreligioso. Lúcia Ferreira, secretária de projetos, exemplifica isso destacando sua participação pela primeira vez na atividade.  “Eu adorei! Eu queria muito participar e a CESE me liberou para isso. A caminhada foi bem recebida por onde passou, mas precisa de novos adeptos, da presença mais massiva dos movimentos e da sociedade como um todo. Embora a atividade seja fundamental, ainda tem pouca divulgação prévia do encontro”, declara.

 

Antônia Soares, recepcionista da CESE e católica fervorosa também garantiu presença. “Na caminhada era todo mundo junto. Não tinha distinção. Acredito que ações como essas podem garantir avanços para a união dos povos e a conquista da paz. Que cada um ame, cultue e respeite a crença um do outro”, declara Antonia.

 

Fonte: Cese

 

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