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África quer sanções a subsídios agrícolas de EUA e Europa

10/02/2011

Países do Oeste da África – como Mali, Benin, Burkina Faso e Chade – e organizações sociais da região preparam uma série de ações contra os subsídios agrícolas desembolsados pelos governos dos Estados Unidos e da União Europeia. O principal alvo devem ser os subsídios do algodão, estimados em US$ 31,45 bilhões, dos quais US$ 24,45 bilhões apenas nos EUA.

De acordo com Ed Burcher, membro da organização Fair Trade África (www.fairtradeafrica.net), o Ministério de Investimentos e Comércio do Mali estuda apresentação de denúncia na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os EUA, por conta dos subsídios nesse cultivo.

O estudo "Algodão – o drama do ouro branco", lançado pela Fair Trade Africa no Fórum Social Mundial de Dacar, estima que 10 milhões de cotonicultores do Oeste africano sejam prejudicados pela política agrícola dos países ricos, sendo alijados do mercado e condenados a uma situação de pobreza.

Um estímulo para o Mali seguir em frente em sua contenda vem do Brasil. O país obteve em 2009 a condenação dos norte-americanos na OMC pelos subsídios no algodão, assim como o direito de retaliá-los comercialmente. Todavia, um acordo assinado em junho de 2010 selou uma paz provisória. Em vez da retaliação, o governo brasileiro negociou limites para os subsídios e a criação de um fundo no valor de US$ 147,3 milhões por ano, financiado pelos EUA, para prover assistência técnica aos produtores agrícolas brasileiros.


Europa e África

Outra iniciativa em gestação é conduzida pela União Econômica e Monetária do Oeste Africano. O grupo tem pressionado a União Europeia a reavaliar os subsídios pagos aos agricultores europeus. Em setembro, o Parlamento Europeu irá reavaliar a política agrícola comum do bloco, que movimenta 55 bilhões de euros junto aos produtores locais.

Para o pequeno cotonicultor Moussa Doubia, do Mali, a subvenção dos países ricos reduz o preço pago aos agricultores pelo produto, gerando um drama para as famílias. "Com o que ganhamos não conseguimos pagar gastos básicos, como os com saúde e educação", diz ele.

 

Fonte: Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada (por Marcel Gomes, com colaboração de Bia Barbosa)

 

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