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Delegação do Congo visita Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids

17/02/2011

No dia 3 de fevereiro de 2011, a ABIA recebeu em sua sede uma delegação de ativistas e gestores da resposta ao HIV/AIDS da República do Congo. A delegação que visitou a ABIA era composta por Jean Pierre Elenga e Line Crescence Mitangou, ambos do Conselho Nacional de Luta contra AIDS, organismo multisetorial que coordena a resposta congolesa à epidemia, e Angelie Serge Baberaux, do Ministério da Saúde. Os congoleses conheceram alguns dos programas desenvolvidos pela ABIA como a Cia. da Saúde, o Centro de Documentação, o Projeto HSH, entre outros. Por outro lado, para a ABIA também foi uma oportunidade para conhecer um pouco mais deste país africano e sobre os impactos e desafios impostos pelo HIV. A entrevista a seguir, resume os principais pontos conversados durante a visita.


Qual a sua avaliação da situação de HIV/Aids no Congo e que medidas tem sido adotadas para enfrentá-la?

O Congo é um país pequeno e pobre, localizado na África Sub-Sahariana, com uma população de mais de 4 milhões de habitantes. Nas últimas pesquisas realizadas, foi detectada um taxa de prevalência de HIV de 3,2%. O número total de casos está estimado entre 92 mil e 100 mil, e diferente de muitos países da América, vivemos uma situação de epidemia generalizada por diferentes setores da sociedade. De acordo com as estimativas, dos cerca de 17 mil infectados, 12 mil pessoas já estão sob tratamento com ARVs. Trata-se de uma grande conquista, pois há cinco anos o tratamento era pago, e hoje ele é gratuito. Há um esforço nacional para fazer os ARV chegarem a todos aqueles que precisam nos próximos meses.

Mas nós temos um plano nacional para enfrentá-la, que é implementado em todo o país pelo Conselho Nacional de Luta Contra a AIDS (CNLS). A sociedade civil organizada, ainda que com muitas dificuldades, inclusive de financiamento, conta com quatro grandes redes de organizações: uma rede de pessoas vivendo com HIV/AIDS, uma segunda de militantes e profissionais que trabalham com HIV/AIDS, uma terceira de associações religiosas de diferentes confissões, e uma quarta de mulheres, que ainda está se organizando.

Além do tratamento, que tipo de ações o CNLS promove?

Trabalhamos muito com prevenção, especialmente nas escolas, onde formamos os próprios alunos para que eles orientem os colegas. Também organizamos eventos educativos durante as férias, com jogos e atividades informativas. Desde 2007 disponibilizamos um serviço telefônico gratuito onde é possível tirar duvidas, receber orientações e saber mais sobre prevenção. O CNLS também apóia e participa da realização de pesquisas e surveys no país.

Quais são os grandes desafios do presente e para o futuro?

 

Ainda precisamos investir mais em medidas de prevenção. A transmissão vertical (de mãe para filho), por exemplo, ainda é um grande problema no Congo. Eu classificaria ainda como desafios aumentar a expectativa de vida e melhorar a disponibilidade de medicamentos. O suprimento é garantido pelo governo, que assumiu esse custo, mas ainda precisamos de uma gestão mais eficaz dos medicamentos. Uma grande quantidade dos ARVs disponível no país é de genéricos, inclusive muitos produzidos por empresas indianas, e neste sentido a questão de custos dos ARV também é uma preocupação.

Como essa visita ao Brasil pode contribuir?

Estamos numa fase exploratória, viemos aqui para conhecer as ações do Ministério, os centros de pesquisas, os trabalhos comunitários, o trabalho da sociedade civil organizada. Depois dessa primeira etapa é que nós vamos focar em algum aspecto. Mas já percebemos que temos muito a ganhar nesse contato com o Brasil. Especialmente em relação às dificuldades logísticas para disponibilizar medicamentos, o modelo do Brasil pode nos ajudar muito a melhorar nossa estocagem e distribuição.

 

Fonte: ABIA (por Felipe Carvalho)

 

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