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Conselho de mulheres indígenas lança manifesto pelos seus direitos

24/02/2011

O Conselho Nacional de Mulheres Indígenas (Conami) lançou nesta semana um manifesto com 13 reivindicações ao governo federal. No documento, as mulheres indígenas destacam a importância de se criar políticas públicas que conbatam a violência, o racismo, discriminação e o preconceito de gênero e que garantam os direitos des mulheres indígenas à saúde, educação, esporte, lazer, cultura, trabalho etc.

 

Leia a íntegra do documento abaixo.

 

Manifesto

Nós, mulheres indígenas, lutamos pela efetivação das políticas públicas voltadas às mulheres indígenas, na demarcação das terras, na educação diferenciada, na saúde de qualidade para a mulher e a criança indígena. Entendemos que devemos ser incluídas nos espaços públicos do qual estamos excluídas há muitos séculos.

 

Acreditamos sermos as verdadeiras agentes de transformação, contribuindo assim para a construção de um mundo mais justo e fraterno. Pela valorização das mulheres indígenas, elencamos 13 diretrizes para contribuir com o novo governo para a realização das ações afirmativas.

 

13 diretrizes da mulher indígena para empodeiramento, autonomia, protagonismo e equidade de gênero:

 

1 – Criação da Subsecretaria da Mulher Indígena no Governo Federal e nomear uma mulher indígena para essa função, com atunomia financeira para desenvolver projetos sociais para os povos indígenas;

 

2 – Assegurar maior representação da mulher indígena no Governo, com a inclusão efetiva da mulher em instâncias de poder, como nos Conselhos Consultivos, Ministérios e Secretarias;

 

3 – Assegurar a participação da mulher indígena nos processos de decisões que afetem seus interesses e demandas;

 

4 – Garantir 30% de vagas à mulher indígena nas funções e concursos públicos;

 

5 – Criar o Programa de Alimentação Saudável da Mulher e da Criança Indígena;

 

6 – Garantir saúde de qualidade com a criação do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher e da Criança Indígena;

 

7 – Demarcação e apoio à gestão territorial, política e econômia das terras indígenas;

 

8 – Planejamento, Desenvolvimento e implementação de projetos específicos e autossustentáveis para a mulher indígena;

 

9 – Erradicação do analfabetismo e inclusão de programas educacionais, bem como acesso efetivo à educação superior e cultura para as mulheres indígenas;

 

10 - Políticas públicas efetivas voltadas para as mulheres indígenas, como a qualificação profissional, cursos de informática nas escolas indígenas e amplo acesso às universidades;

 

11 – Criação de programas de valorização e capacitação profissional para a inserção no mercado de trabalho como profissionais, geração de renda e emprego para as mulheres indígenas;

 

12 - Criação de projetos de esporte e lazer nas Comunidades Indígenas para o combate a todo tipo de violência contra a mulher e criança indígena;

 

13 – Fortalecimentos e estimulo à palavra da mulher indígena como fator relevante sobre as questões familiares, comunitárias e culturais da sociedade nacional. “a palavra da mulher é sagrada como a terra” (palavras de um sábio líder indígena)

 

O Conami

O Conselho Nacional de Mulheres Indígenas - Articulação, Promoção, Apoio e Defesa O Conselho Nacional de Mulheres Indígenas (Conami), criado em 23 de setembro de 1995, é uma entidade da sociedade civil, que atua com equipes itinerantes nas diversas comunidades indígenas, lutando pelo protagonismo, autonomia e pela equidade de gênero, com acesso de oportunidades.

 

Sua missão é articular, defender, promover e apoiar a luta pelos direitos das mulheres indígenas, instrumentalizando-as no conhecimento das leis para o enfrentamento da violência, do racismo, discriminação e o preconceito, para que as mulheres sejam respeitadas e valorizadas na sua forma de vida tradicional e cultural, para que atuem em espaços de diálogo junto aos gestores públicos, buscando uma melhoria na qualidade de vida.

 

Clique aqui para assinar a petição do Conami.

 

Saiba mais em http://conamimulheresindigenas.blogspot.com

 

Fonte: Conselho Nacioal de Mulheres Indígenas

 

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