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Entidades propõem “resistência” aos grandes projetos industriais

30/03/2011

Representantes de entidades da sociedade civil organizada do Maranhão se reuniram por dois dias em seminário no Sindicato dos Bancários em São Luís para discutir os impactos ambientais e sociais existentes e esperados pela implantação de grandes projetos industriais no estado. O evento, denominado Seminário “Maranhão: Grande Projetos, Grandes Impactos Socioambientais”, aconteceu nesta sexta e sábado, 25 e 26, e reuniu uma dúzia de entidades ligadas aos problemas sociais, ambientais, de moradia, saúde e direitos humanos.

 

A comissão organizadora mapeou os problemas em três regiões do estado. Região do Munim, Baixo-Parnaíba e Grande São Luis. Para o ‘mapa’ do seminário, a região do Munim engloba dentre outras as cidades de Bacabeira, Rosário e Miranda do Norte, que já experimentam fortes impactos sociais com a implantação da Refinaria Premium, da Petrobrás, e a Usina Termelétrica, respectivamente em Bacabeira e Miranda.

 

A região da Grande São Luis, além do silencioso problema da poluição do ar imposto sistematicamente há quase trinta anos pela Alumar —cuja atividade industrial de fabricação de alumina gera um rejeito poluente conhecido por “lama vermelha”, que, depositada em lagoas, contamina o solo e o ar— e mais recentemente pela Cia. Vale do Doce —que mantém três atividade altamente poluentes, ou seja, a oficina de locomotivas, o terminal de carga de minério de ferro e a fábrica de pelotas, que igualmente poluem o solo e o ar— enfrenta ainda a poluição e a morte de rios e outros corpos d’água pela expansão imobiliária recente, além de ver ressurgir os conflitos de terra considerados extemporâneos há quase duas décadas.

 

Da região do Baixo-Parnaíba vieram preocupantes denúncias de grilagem, expulsão violenta de populações habitantes em terras devolutas, corrupção de autoridades locais, poluição do ar e do solo, com mortandade de animais e doenças humanas, especialmente respiratórias. A implantação de grandes projetos de atividade sojicultora e plantio de eucalipto são os dois vilões mais abomináveis da região, tendo por trás fazendeiros de outros estados, os chamados “gaúchos” ou “paulistas” e a Suzano, indústria multinacional de papel e celulose, com sede em São Paulo.

 

Após debater por dois dias, os participantes preparam um documento que será enviado a organizações nacionais e internacionais como ONU (Organização das Nações Unidas), OIT (Organização Internacional do Trabalho) e Ministério da Justiça. O seminário foi organizado e teve a participação das seguintes entidades: Associação Agroecológica Tijupá, Central dos Movimentos Populares, Fórum Carajás, Fórum em defesa da Vida do Baixo-Parnaíba, Grupo de Mulheres Negras Mãe Andressa, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, ONG Moradia e Cidadania, AMOPS, e União Estadual por Moradia Popular.

 

Fonte: Jornal Vias de Fato

 

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