ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • CIVICUS
  • REDES

    • FIP

Racismo, igualdade e políticas públicas

04/04/2011

As ações afirmativas para a população negra não são apoiadas no Congresso Nacional porque os negros não têm representatividade política. A afirmação é da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Eliana Graça. Segundo ela, os parlamentares brasileiros reconhecem que existe uma falha no sistema de representação, porém acham que é algo natural para a sociedade.

 

“Os congressistas não concordam com nenhuma proposta de ação afirmativa para que essa população negra, que está subrepresentada, possa alcançar uma representatividade mais condizente. E não é só na questão do negro, é na questão dos indígenas e das mulheres”, disse Eliana durante o seminário Racismo, Igualdade e Políticas Públicas, em Brasília.

 

Uma pesquisa da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), revelou que a representação negra na nova composição do Congresso Nacional aumentou. O número de deputados que se autodeclaram negros passou de 25 (5%), em 2007, para 43 (8,5%) na atual legislatura. No Senado, a bancada continua reduzida a apenas dois senadores, Paulo Paim (PT-RS) e Magno Malta (PR-ES).

 

Segundo Eliana, a representação política no Brasil foi construída sobre uma sociedade diversificada, porém elitista. “Por isso, você tem um Parlamento que não reflete essa diversidade da sociedade. O perfil do Parlamento é masculino, branco, heterosexual. A maioria é empresário e tem muito poder econômico.”

A assessora afirmou ainda que a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) não teve espaço no governo. “No governo do presidente Lula, surgiu a Seppir. É uma organização que ainda não conseguiu se colocar no cenário político. Inclusive, porque não há no Parlamento uma força política que banque as políticas públicas”.

 

Segundo o professor do Departamento de Ciência Política e Estudos Africanos da Wayne State University, nos Estados Unidos, Ollie Johnson, o Brasil está caminhando para a superação das desigualdades raciais com a implementação de ações afirmativas e do sistema de cotas.

 

O seminário do Inesc discutiu a questão do racismo e as políticas públicas para a população negra no Brasil.

 

Fonte: Agência Brasil / Daniella Jinkings

 

PALAVRAS-CHAVE

  • PROJETOS

    • Informação, formação e comunicação em favor de um ambiente mais seguro para a sociedade civil organizada

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - Osasco- CEP: 01223-010 - São Paulo - SP - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda à sábado, das 9h às 19h

design amatraca