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Mulheres do MAB participam de encontro e entregam reivindicações à Dilma Rousseff

14/04/2011

O 1° Fórum Nacional das Mulheres, organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), reuniu mais de 500 mulheres, vindas de 14 estados brasileiros. O evento ocorreu de 4 a 7 de abril em Brasília e teve como lema “Mulheres em luta por direitos e pela construção de um novo projeto energético popular”.

 

As participantes eram militantes do MAB, que atuam na luta contra as barragens e pelos direitos dos atingidos e das atingidas. Movidas pelo desejo de maior participação, inserem-se na organização das famílias para a melhoria das condições de vida e de trabalho. Elas debateram o atual modelo energético e analisaram as consequências da construção de barragens em suas vidas, além de denunciar a violação dos direitos humanos das mulheres atingidas no processo de construção de barragens. Ativistas do movimento internacional da luta contra as represas também participaram do encontro brasileiro.

 

Segundo Ivanei Dalla Costa, da coordenação nacional do Movimento, este é o momento de fortalecer a participação das mulheres para que sejam sujeitas da organização e da luta. “Ainda hoje existe muita diferença na atuação de mulheres e homens, os direitos não são os mesmos e elas precisam estar esclarecidas sobre o seu papel na sociedade e no movimento social. Queremos participar e juntos, homens e mulheres, construir um novo projeto energético popular”, declarou.

 

O encontro das mulheres do MAB também marca os 20 anos de organização nacional do movimento. O ato de comemoração aconteceu na noite do dia 5 e, entre as atividades, foram homenageadas pessoas que marcaram a sua história. “É uma vitória política da população atingida pelas construções de hidrelétricas do país, manter de pé, contra interesses tão poderosos, um Movimento de defesa que atua em todo Brasil”, declarou Ivanei.

 

Durante o encontro, as mulheres lançaram o Relatório da Comissão Especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. O relatório apontou 16 direitos humanos sistematicamente violados em construção de barragens. O movimento solicitou que o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana crie uma Comissão Especial para investigar a violação dos direitos das mulheres na construção de barragens, assim como fez em 2006, quando criou a comissão Especial “Atingidos por Barragens”.

 

No último dia do encontro, as mulheres participaram de uma marcha pela Esplanada dos Ministérios para cobrar do Governo Federal mudanças na política energética. A presidenta Dilma Rousseff recebeu as participantes durante a tarde, no Palácio do Planalto.

 

Sonia Maranho, dirigente do MAB, introduziu a entrega de reivindicações: “Entregamos neste momento a Vossa Excelência um documento preliminar que aponta a difícil situação das mulheres atingidas por barragens e das trabalhadoras que trabalham e vivem ao redor destas grandes obras”. A pauta de reivindicações era vigorosa. “Nossa proposta solicita medidas estruturantes, de um processo participativo, de caráter popular, na política energética nacional”, disse Sonia.

 

Entre os temas estavam a correta regulamentação do decreto assinado pelo ex-presidente Lula sobre o cadastro dos atingidos, a elaboração de uma nova política nacional de tratamento das questões sociais e ambientais nas grandes obras do país, além de uma série de medidas emergenciais para pagar a dívida do Estado com os atingidos.

 

O MAB também enfatizou sua oposição à construção da usina de Belo Monte, seu apoio à luta por direitos dos operários das grandes obras e sua solidariedade ao povo Mapuche, da Argentina, afetado pela ação da Petrobras.

 

Em resposta, a presidenta se disse feliz pelo protagonismo feminino e se mostrou aberta ao diálogo, mas sem demagogia.  “Achamos que governo é governo e movimento social é movimento social. Mas somos contra os que acham que governo pode ficar de costas para os movimentos sociais. Escutando os movimentos, entendendo as reivindicações, estaremos atentos. Mas não vou fazer demagogia de dizer que atenderemos tudo. Mas damos a certeza de que vamos nos empenhar nas grandes demandas que surgem desse movimento”, concluiu.

 

Fonte: Brasil de Fato

 

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