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Novela sobre a ditadura causa reação em setores da sociedade brasileira

19/04/2011

A novela “Amor e Revolução”, do SBT, que tem como pano de fundo a época da ditadura militar no país, já começa a incomodar certos setores da sociedade brasileira. A produção é alvo de um abaixo-assinado promovido justamente por militares, que exigem a derrubada da atração.

 

O texto relaciona a novela ao caso do Banco Panamericano. Em janeiro, o apresentador Silvio Santos vendeu o banco ao BTG Pactual por R$ 450 milhões. A venda aconteceu após fraudes que causaram um rombo de R$ 4,3 bilhões. A justificativa é um suposto acordo entre o Governo Federal e o apresentador Silvio Santos. De acordo com o documento, “se trata de um acordo firmado com o empresário Silvio Santos, visando o saneamento do ‘Banco Panamericano’ do próprio empresário”.

 

“O efetivo da Forças Armadas, tanto da ativa como inativos e pensionistas, vem respeitosamente através desse abaixo assinado, como um instrumento democrático, solicitar do digno Ministério Público Federal (…) providências em defesa da normalidade constitucional”, diz o documento. O grupo conseguiu 839 assinaturas desde o começo do mês.

 

O texto, criado no dia 1º de abril – data de instauração da ditadura militar no país –, é de iniciativa de José Luiz Dalla Vecchia, membro da diretoria da Associação Beneficente dos Militares Inativos da Aeronáutica (ABMIGAer).

 

Diante da investida do grupo de militares, outra iniciativa surgiu contra o abaixo-assinado e já está disponível na internet, através da seguinte introdução: "Nós, abaixo assinados, queremos que a emissora SBT transmita até o fim (180 capitulos), segundo o roteiro originalmente previsto , a novela “Amor e Revolução”, sem aceitar intimidações ou censuras, partam de onde partir , para que a geração presente e as futuras, tenham conhecimento de nosso passado recente. Este passado não pode e não deve ser esquecido".

 

Ao lançar a novela, o autor Tiago Santiago comemorava o tom “revolucionário” do tema. “Vamos mostrar o lado terrível da ditadura e o lado lindo e romântico dos anos 60”, disse a jornalistas. Segundo ele, “o projeto de repassar a história do Brasil daqueles anos é muito ambicioso e rico em acontecimentos importantes de 1964 a 1972″. Entram no contexto do folhetim prisões, perseguições, torturas, revolução na moda e comportamento, movimento hippie e pacifista e festivais em plena ditadura militar.

 

Resposta do Ministério Público Federal

 

Nesta última segunda-feira, 18/04, o Ministério Público Federal no Distrito Federal arquivou o pedido de censura da novela. Segundo a Procuradoria, não foram apresentados elementos mínimos para justificar a investigação.

 

"Conjecturar que a teledramaturgia será exibida em troca de negociatas, objetivando desqualificar a imagem das Forças Armadas, pode ser tão nocivo quanto censurar o folhetim", afirma o procurador Peterson de Paula Pereira.

 

Fonte: Correio do Brasil e Folha de S. Paulo

 

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