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Campanha contra terapias restaurativas marca o Dia contra a Homofobia

17/05/2011

Nesta terça-feira (17), movimentos e organizações que lutam pelo respeito à diversidade sexual celebram o Dia Internacional Contra a Homofobia e a Transfobia. A data lembra o ano de 1990, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) aceitou, oficialmente, a homossexualidade como uma variação natural da sexualidade humana.

 

O dia será marcado por atividades em toda a América Latina. Diversas organizações, na ocasião, estarão inaugurando duas campanhas "Curas que matam” e "Tal como sou”. A primeira tem como propósito se opor a qualquer terapia que pretenda curar a homossexualidade e a transexualidade. A segunda, "Tal como sou”, celebra as individualidades e ressalta o espírito coletivo.

 

Rorlando Jiménez, presidente do Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh) do Chile, avalia que nos últimos anos se conquistou uma maior aceitação cultural aos homossexuais em seu país. Por outro lado, reclama do pouco avanço do ponto de vista legislativo. "Temos uma situação peculiar no Chile, com uma classe política extremamente conservadora. Mesmo a esquerda, quando o assunto são os direitos homossexuais, expressa certo conservadorismo”, afirma em entrevista à Adital.

O presidente lembra que durante esta semana o legislativo chileno votará a Lei Anti-discriminação, a qual prevê sanções para atos discriminatórios cometidos contra orientação sexual, mas também cor, origem étnica, sexo, idade, gênero, religião, opinião política, dentre outras condições que historicamente provocam preconceito. "Esse será um avanço importante, mas ainda temos questões fundamentais para avançar. A questão da união civil, por exemplo, não tem tido muitos progressos no Chile”, avalia Rorlando.

 

Em Santiago, capital chilena, o movimento reuniu, no último sábado (14), milhares de pessoas na Praça das Armas, com apresentação de transformistas e grupos musicais. No evento, também foram recolhidas assinaturas a favor da união civil entre casais do mesmo sexo. "Esta atividade é uma prévia do Dia do Orgulho Gay que ocorre a 11 anos consecutivos no mês de junho”, afirma Rorlando.

No Peru, o Centro Comunitário Quinto Piso realiza atividades desde o dia 13, com campanhas em meio eletrônico e passeio ciclístico, as quais culminam amanhã (17) com um concurso de fotografia. A Universidade Peruana Cayetano também realiza Seminário nesta terça-feira para discutir sobre direitos humanos, orientação sexual e saúde mental. O foco do debate será, principalmente, os profissionais da saúde e ativistas de direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros). O evento será no Auditório Hugo Lumbreras, da Universidade.

 

No município de Irapuato, no estado mexicano de Guanajuato, será realizada, no dia 17, a 1ª Marcha pela Diversidade, saindo às seis horas do Monumento à Bandeira. Já o estado de Tabasco (México) realizou, nos dias 11, 12 e 13 de maio, a 2ª Jornada contra a Discriminação e a Homofobia, com palestras, a qual foi encerrada com uma Marcha.

 

Na Venezuela, organizações locais organizam uma marcha até a Assembleia Nacional para que sejam discutidas as propostas de igualdade entregues pelo movimento LGBT no dia 22 de fevereiro. Além disso, no dia 21, no Auditório do Jardim Botânico de Caracas, será realizado um Fórum sobre homolesbotransfobia.

A associação Silueta X, do Equador, celebra a data 17 de maio com o 2º Encontro Acadêmico "Fobias às Diversidades Sexuais, fator de exclusão social” e o Fórum "Curas que matam”, em alusão à Campanha que inclui toda a América Latina e Caribe.

 

No Brasil, será realizada a 2ª Marcha Nacional contra a Homofobia, no dia 18 de maio, que sairá da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Este ano, a Marcha terá como temas principais a cidadania LGBT e a criminalização da homofobia no país. O Movimento convoca a todos a assinarem um Manifesto sobre o tema nesse endereço.

 

Fonte: Adital / Camila Maciel

 

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