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Nota de repúdio da Rede GTA aos assassinatos de lideranças na Amazônia

03/06/2011

Nota de repúdio da Rede GTA aos assassinatos de lideranças na Amazônia

 

O Grupo de Trabalho Amazônico (Rede GTA) e as organizações regionais que dela fazem parte manifestam publicamente profunda revolta e indignação diante da ineficiência do Estado Brasileiro em proteger aqueles que lutam em defesa da floresta.

 

Em menos de uma semana do crime cometido contra o casal José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo mais dois casos de assassinatos covardes de lideranças de movimentos sociais aconteceram na Amazônia brasileira.

 

Adelino Ramos (Dinho) foi brutalmente assassinado com cinco tiros, na manhã do dia 27 de maio, quando chegava à sua banca de verduras, no distrito Ponta de Vista Alegre do Abunã, cerca de 320km de Porto Velho – Rondônia e o corpo de Eremilton Pereira dos Santos, que estava desaparecido desde o dia 26, foi achado no mesmo assentamento agroextrativista, em que José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foram mortos.

 

Além desses casos há denúncias de que aproximadamente 300 famílias indígenas estejam correndo sérios riscos de vida na região Pacarãna D´oeste. Desde 2007 madeireiros tentam cooptar as lideranças indígenas para facilitar o seu acesso às florestas. Ameaçados constantemente os índios, que lutam pela conservação e uso sustentável da terra, já fizeram contato com a FUNAI e com a Polícia Federal para organizarem uma ação contra a ofensiva.

 

Assim como todos relatos acima, várias outras lideranças vêm sofrendo ameaças de madeireiros e grileiros, fatos que são, constantemente, levados para ao Supremo Tribunal Federal, Ministério da Justiça e demais órgãos responsáveis pela segurança nacionais.

 

A falta de agilidade do Estado, seu descaso na apuração das denúncias feitas, a falta de fiscalização do IBAMA, INCRA e OEMAS, a ausência de averiguação dos fatos por parte da Polícia Federal e a impunidade dos crimes já consumados são alguns exemplos da deficiência das políticas públicas que não garantem a floresta em pé e a vida dos povos que vivem e trabalham nela.

 

A prova disso é coação da bancada ruralista na aprovação do novo Código Florestal, que “enfiado goela abaixo” dos brasileiros propõe anistia ao desmatamento, custando milhares de outras vidas.

Nesse sentido, o Grupo de Trabalho Amazônico (Rede GTA) reitera o seu repúdio a esses crimes absurdos e exige providencias urgentes por parte do Estado Brasileiro, órgãos Federais e Estaduais na investigação imediata e punição exemplar destes criminosos.

 

A direção da Rede GTA - Grupo de Trabalho Amazônico está à disposição para qualquer outro esclarecimento.

 

Rubens Gomes,
Presidente do GTA
Brasília-DF, 30 de maio de 2011

 

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