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Trabalho doméstico é foco de pesquisa inédita no Brasil

12/07/2011

O CFEMEA, Centro Feminista de Estudos e Assessoria, realizou, no dia 29 de junho, o seminário "Que Trabalho Doméstico queremos para o Brasil do Século XXI?". Logo após a 100ª Conferência Internacional do Trabalho, que aconteceu no início de junho, o evento debateu estratégias e políticas para o trabalho doméstico, contando com a presença de militantes e pesquisadores da área.

 

Promovido pelo CFEMEA em parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a ONU Mulheres e a FENATRAD (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas), o evento foi o espaço de apresentação de uma pesquisa qualitativa inédita sobre o trabalho doméstico, realizada em Salvador e no Distrito Federal.

 

Tânia Cruz, socióloga e professora da UnB, foi uma das pesquisadoras responsáveis. Ela comenta em entrevista a ABONG que o estudo focou em duas cidades brasileiras com situações muito particulares de trabalho doméstico, o que traçou perspectivas diversas. A metodologia e a intenção da pesquisa procurou saber quem é essa mulher que possui como profissão o trabalho doméstico, quais seus sonhos, rotina, condições. Os dados mostram, entre outras questões, a importância da profissão para a economia do país, os baixos salários e a busca da categoria em regulamentar a profissão.

 

Um roteiro mínimo de 80 questões, todas abertas, foi desenvolvido, e o grupo teste para a pesquisa foi formado por cinco lideranças sindicais. Com uma alta carga qualitativa, foram mais de três mil horas de gravação, com 55 trabalhadoras.

 

A pesquisadora atenta para o teor diferente do estudo, que prezou por sutilezas subjetivas, muitas vezes não detectadas em outras pesquisas. Ela cita os aspectos relacionados ao acesso aos mesmos bens de consumo. Na Bahia, por exemplo, é comum que as trabalhadoras domésticas não utilizem os mesmos objetos que seus empregadores, com louças e pastas de dente separadas. Um dos propósitos da metodologia desenvolvida era justamente ressaltar a questão subjetiva.

 

Após o lançamento dos dados do estudo, pretende-se publicá-los em livro e disseminá-los em congressos e encontros regionais e nacionais. Tânia diz que um texto acessível às trabalhadoras domésticas também será desenvolvido. "A gente precisa criar uma arena de discussão", finaliza.

 

Os vídeos do seminário podem ser conferidos na página do IPEA e, em breve, no site do CFEMEA. Acesse aqui.

 

Com informações do CFEMEA.

Foto: João Viana

 

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