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Mais pobres ficam para trás na corrida pelos ODM

14/07/2011

O Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2011, lançado hoje pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, diz que há razões para celebrar. O mundo está no caminho para alcançar a meta de redução da pobreza, teve queda na mortalidade infantil e mais de um bilhão de pessoas ganharam acesso a melhores fontes de água potável. O progresso, no entanto, permanece desigual entre e dentro dos países.

 

América Latina e Caribe, por exemplo, tiveram avanços no combate à fome e na sobrevivência de crianças. Em contraste, a região pode não cumprir o objetivo de oferecer educação primária universal até 2015. A matrícula na escola primária aumentou ligeiramente, de 93% em 1999 para 95% por cento em 2009.

 

A sustentabilidade ambiental é outra meta em atraso. A América do Sul continua mostrando a maior perda líquida de florestas, apesar do desmatamento diminuir em nível global. A região também perde para a redução na taxa de pobreza, que até 2015 deve cair para menos de 15% em todo o mundo.

 

Progresso desigual

 

“O progresso tende a ignorar aqueles que estão nos patamares mais baixos da hierarquia econômica ou são desfavorecidos de alguma maneira por causa de seu gênero, idade, deficiência ou etnia”, disse Ban. “E as disparidades entre as áreas rural e urbana permanecem assustadoras.”

 

Ser pobre, do sexo feminino ou viver em zonas de conflito aumenta a probabilidade de uma criança ficar fora da escola. Entre crianças com idade de escola primária que não estão matriculadas, 42% – 28 milhões – vivem em países pobres afetados por conflitos.

 

“Os ODM já ajudaram a retirar milhões de pessoas da pobreza, a salvar as vidas de inúmeras crianças e a assegurar que elas possam ir à escola”, disse Ban. “Ao mesmo tempo, o Relatório mostra que ainda temos um longo caminho a percorrer”.

 

O saneamento básico é outro motivo de preocupação. Mais de 2,6 bilhões de pessoas ainda carecem de acesso a banheiros. Na América do Sul, um residente urbano teve quase duas vezes mais probabilidade de ter acesso à infraestrutura de saneamento básico do que um residente rural, revela o documento.

 

Acordados na Cúpula do Milênio da ONU, em setembro de 2000, os oito ODMs estabeleceram em todo o mundo objetivos para reduzir a pobreza extrema e a fome, melhorando a saúde e a educação, o empoderamento da mulher e assegurando a sustentabilidade ambiental até 2015.

 

Fonte: ONU Brasil

 

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