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Painel traz experiências internacionais de resistência e luta contra a privatização da água

22/07/2011

Na manhã dessa quinta-feira (21), os participantes do Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina trocaram experiências de luta e resistência em defesa da água em diversos países.


Ricardo Canese, do Paraguai, compartilhou a pauta dos povos originários atingidos pela hidrelétrica de Itaipu. Além de indenização, eles reivindicam 50 mil hectares para a reconstituição dos sistemas nativos de suas terras ancestrais, destruídos quando houve a construção da usina. Ele também questionou a construção de novos empreendimentos enquanto Itaipu desperdiça um total de 8 milhões de MWh por ano, o suficiente para abastecer 240 mil famílias.


Ranufo, da União Nacional de Camponeses, de Moçambique, falou sobre o processo de privatização da água em seu país, que se dá através do processo de parcerias público-privadas, com recursos do Banco Mundial, FMI e sob os interesses de países como a China.


Ele destacou as lutas populares dos dois últimos anos no país, em especial o levante popular de 1 e 2 de setembro de 2010, quando o povo tomou as ruas para protestar contra o aumento do preço da água e dos combustíveis. A manifestação foi brutalmente reprimida, mas teve êxito em baixar as tarifas. Ele destacou a importância para os movimentos sociais de aprender com esse tipo de processo.


Maria Teresa, do Movimento Terras e Águas, falou da luta em defesa da Serra da Gandarela, uma área com mais de mil nascentes que abastecem a região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Esse território é ameaçado por projetos de mineração da Vale, que quer implantar na região seu segundo maior empreendimento depois de Carajás (PA). Ela destacou o processo de resistência de articulações em torno da OCMAL (Observatório de Conflitos Minerários da América Latina) e Atingidos pela VALE, que defendem a criação de um parque nacional no local.


Luis Infanti, do Chile, falou sobre a defesa da Patagônia, no extremo sul da América. Um dos locais mais abundantes em água doce não contaminada no mundo, antes “esquecida”, a região passou a ser privatizada em um processo indiscriminado de compras de terras inclusive por estrangeiros. Hoje, 82% da água na Patagônia chilena e 96% na argentina pertencem a uma empresa italiana.


No processo de defesa das águas da Patagônia, Infanti destacou a criação do Movimento Patagônia sem Represas, que reúne 60 organizações. Com uma estrutura que conta com setores técnico, jurídico, de comunicação, de relações internacionais, o movimento consegue atuar em diversas frentes e fazer o debate da propriedade da água.


Infanti também trouxe informes sobre o referendo da água na Itália, no qual 95,7% dos eleitores votaram pela abolição de leis que possibilitavam a privatização dos serviços municipais de água.


Fonte: http://mabnacional.org.br/

 

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