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Marcha das Margaridas levará pautas de reivindicações para Brasília

15/08/2011

O que motiva uma caminhada de milhares de mulheres camponesas vindas dos mais diversos lugares do Brasil? Justiça, sustentabilidade, cidadania, respeito aos direitos mais básicos. É com esse propósito que Brasília receberá, nos próximos dias 16 e 17 de agosto, a Marcha das Margaridas - evento que pretende reunir cerca de 100 mil pessoas no intuito de cobrar políticas públicas mais efetivas para o campo.

 

Realizada de quatro em quatro anos, trata-se do maior movimento de trabalhadoras rurais organizadas da América Latina. Este ano, a Marcha tem como lema "Desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”. Foi com base nesse lema que as organizações que compõem a Marcha elaboraram uma pauta extensa que foi entregue à Presidência da República. Ainda para hoje, à tarde, era esperada uma audiência pública no Planalto dos Ministérios com representantes do governo e da coordenação da Marcha para dar continuidade às negociações sobre o documento, entregue em julho.

 

Segundo Carmem Foro, coordenadora geral da Marcha das Margaridas, os preparativos estão a toda velocidade. Cerca de 70 mil pessoas já estão confirmadas. "Nossa presença aqui é impactante. Estamos construindo a Cidade das Margaridas para receber o Brasil”, afirma.

 

Para Carmem, "a Marcha tem um caráter histórico para o Brasil. Sua realização oportuniza o reconhecimento da primeira mulher eleita presidenta do país e a construção de uma agenda política, que enaltece as mulheres para a conquista de direitos e mudança em busca de uma nova sociedade”.

 

A coordenadora aponta, ainda, um diferencial: o aumento na participação das mulheres. "A cada realização temos visto o crescente número de pessoas, a visibilidade do evento, o amadurecimento com as pautas e o envolvimento de outros movimentos”, falou.

 

Temas como Biodiversidade, democratização dos recursos naturais, terra, água, agroecologia, soberania e segurança alimentar e nutricional, saúde pública, direitos reprodutivos, serão alguns dos eixos centrais que as mulheres reivindicarão nos dias do evento.

 

Os eixos têm fortalecido a Marcha desde quando foi realizada pela primeira vez no ano 2000, depois 2003 e 2007, e desde então, têm pautado questões estruturais e conjunturais específicas das trabalhadoras do campo e da floresta. As principais conquistas das mulheres, ao longo das caminhadas, têm sido em torno da manutenção da aposentadoria das mulheres aos 55 anos, da representação na comissão tripartite de igualdade de oportunidades do Ministério do Trabalho, da reestruturação do grupo terra responsável pela construção da política de saúde para a população do campo, dentre outras.

 

Margarida Maria Alves

 

A caminhada tem esse nome para fazer justa homenagem a líder sindical Margarida Alves. Símbolo da luta das mulheres pela terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade ela foi barbaramente assassinada em Alagoa Grande, Paraíba, região Nordeste do país, com um tiro no rosto no dia 12 de agosto de 1983.

 

O evento

 

No dia 16, um ato político está marcado para apresentar a pauta de reivindicações. Será inaugurada uma mostra fotográfica sobre a trajetória de luta das mulheres trabalhadoras rurais na Marcha, além de atividades culturais como oficinas de batucada e confecção de estandartes para a caminhada de protesto na Esplanada dos Ministérios que ocorrerá no dia seguinte.

 

Fonte: Adital (Jeane Freitas)

 

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