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Famílias sem-teto, acampadas na prefeitura de Altamira (PA), já sofrem efeitos da construção de Belo Monte

16/08/2011

Cerca de 80 famílias já sofrem com os impactos resultantes da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. 300 pessoas estão acampadas em frente à prefeitura de Altamira, a 777 quilômetros da capital Belém, e reivindicam a reintegração de posse das áreas que ocupavam. Eles contam que ocuparam a área em razão do aumento abusivo dos aluguéis nos últimos meses e, também, pela insegurança em viver perto de regiões que serão alagadas em função das obras da usina.

 

Segundo Moisés da Costa, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), duas das três áreas ocupadas pertencem à União e estão em nome da Eletronorte. Ele conta que algumas das famílias, a maioria composta por pessoas desempregadas ou com subempregos, não têm mais condições de pagar os aluguéis que em razão da especulação imobiliária, que fez disparar os preços. "Essas famílias, que pagavam entre 100 e 120 reais por uma casa simples, de madeira, não conseguem mais pagar porque os preços subiram para 400, 500 reais", destaca.

Samara Mauad, da liderança do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), afirma que a reivindicação é de que se derrube a liminar da reintegração de posse, motivo pelo qual foram despejados, e que legalize a volta das pessoas para as mesmas áreas que estavam ocupadas. Eles esperam que a prefeitura acelere a audiência pública com o Ministério das Cidades para que ações voltadas para o reassentamento dessas famílias sejam viabilizadas.

"A maioria dessas pessoas estava nas áreas por não conseguir pagar aluguéis, e outras por morar em lugares baixos da cidade, próximos a igarapés, e estavam se sentindo ameaçadas com a construção da usina". Samara conta que essas pessoas moravam em áreas que serão alagadas com a construção da usina e preferiram já sair de lá por medo. Sem ter onde morar, todas essas famílias acabaram ocupando áreas desocupadas da cidade.

De acordo com dom Erwin Krautler, bispo do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a cidade de Altamira começa a viver em estado caótico. Por conta da especulação imobiliária, da chegada de migrantes à região em busca de oportunidade, desabrigados das áreas alagadas pela usina, a população fica à mercê da falta de política pública e das condições precárias de saúde, educação e transportes. Problemas já antigos na cidade, segundo o bispo.

 

Fonte: Rede Brasil Atual (Virginia Toledo)

 

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