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Movimentos realizam ato contra remoções e pedem transparência no processo da Copa 2014

18/08/2011

Vários segmentos dos movimentos sociais e populares, estudantes, indígenas, trabalhadores/as, sindicatos, associações, ocuparam as ruas da cidade de Fortaleza, no Ceará, região Nordeste do Brasil, em um ato contra as remoções geradas pela construção das obras da Copa de 2014 no estado. A atividade ocorreu nesta quinta-feira (18), a partir das 8h em frente à Praça Luíza Távora, na Avenida Santos Dumont, 1589.

 

A motivação do ato se deu no exato momento em que vários direitos das populações atingidas pelas obras da Copa foram violados. Despejos e falta de transparência nas ações do Poder Público, ausência de informação e de proposição de alternativas para as obras, bem como favorecimento de empresas privadas com dinheiro público são alguns dos problemas que estão sendo vivenciados e denunciados por moradores e por diversas organizações da sociedade civil.

 

Conforme Rafael Barreto, integrante do Comitê Popular da Copa e da organização não governamental Cearah Periferia, "o ato tem a pretensão de fazer resistência às remoções e conseguir uma reunião com o governador [Cid Gomes] para apresentação da pauta de reivindicação da população”.

 

Foram realizadas várias plenárias de mobilização para a realização do ato. Os moradores ficaram fortalecidos após visita do governador, afirma Rafael.

 

Para ele, as obras na cidade têm sido uma violação dos direitos da população que não tem nenhuma garantia da melhoria na qualidade de vida. Enquanto isso, R$ 9 bilhões do dinheiro público serão gastos com infra-estrutura para o megaevento. Destaque para a ampliação do aeroporto, o alargamento de avenidas e a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), um metrô que vai ligar o Porto do Mucuripe ao Estádio Governador Plácido Castelo, conhecido como Castelão.

 

Em nota, o Comitê Popular da Copa no Ceará, afirma que os projetos ameaçam milhares de famílias moradoras de locais com interesse de especulação imobiliária, e que algumas das obras nada têm a ver com a Copa, como a construção do "Acquario”, a estrada para o resort "Aquiraz Golf Beach”, o Centro de Eventos, etc.

 

A nota relata ainda que essas construções serão financiadas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), banco público, que usará o dinheiro do povo para garantir as obras. Mais de R$ 351,5 milhões serão somente para a reforma do Estádio Castelão e mais alguns milhões para hotéis luxuosos, que ameaçarão a vida de indígenas e de pescadores.

 

O Comitê Popular da Copa também denuncia que, por conta do aceleramento das obras, 17 trabalhadores da construção civil morreram somente em 2011, número superior se comparado ao de 2010, quando aconteceram nove mortes.

 

Finalizando a nota, os movimentos reivindicam a garantia de não remoção das famílias; a elaboração de outro projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) sem previsões de remoção e não aprovação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA)/Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), para que as famílias permaneçam em seus locais de moradia; construção de casas para quem já luta por moradia; fim da intimidação do Governador Cid Gomes, dentre outras.

 

Em Porto Alegre, relatora da ONU averigua violações

 

Enquanto se realiza o ato em Fortaleza, em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), o Comitê Popular da Copa recebe a relatora especial da Organização das Nações Unidas para o Direito à Moradia Adequada, Raquel Rolnik. Ela estará na cidade para averiguar casos de desrespeito aos direitos humanos e de moradia das populações que também serão afetadas pelas obras do evento esportivo.

 

A situação em Porto Alegre não difere muito da capital cearense, remoções, violação de direitos humanos e denúncias de exploração fazem parte da lista das demandas apresentadas pelo Comitê Popular da Copa na cidade.

 

A relatora também irá visitar autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para conversar sobre os impactos do evento na cidade e participará de um seminário sobre o tema na Câmara de Vereadores.

 

Fonte: Adital (Jeane Freitas)

 

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